De dois em dois anos, elegemos pessoas que nos representam no poder, porém muitos não sabem, ou não querem saber da importância do voto, disperdiçando-o no primeiro candidato que aparece, sem ao menos analisar suas propostas ou passado político. Esse é o típico perfil do eleitor brasileiro, aquele que não enxerga as conseqüências de seus atos, jogando-os na lixeira da ignorância.
É comum vermos em nosso convívio social, aquele indivíduo que vota por influência, ou por subordinação. O fato é que, desde o começo do século passado, com a “democratização” das eleições, já podemos perceber as raízes do eleitorado cego e subordinado, como no período da política café-com-leite. Nesta época, popularizou-se o coronelismo, em que trabalhadores da zona rural votavam nos candidatos do coronel, cujas ameaças e promessas os obrigavam em suas decisões.
Hoje, também há o cidadão que vota no candidato que está na frente das pesquisas, ou o mais popular. Isto prova, mais uma vez que é movido pelo meio e sem opinião crítica, aposta no cavalo mais veloz.
Como conseqüência do voto irracional, surge a corrupção, que nas cúpulas da vergonha, explode e desmascara aqueles políticos eleitos, frutos de nosso desleixo intelectual.
Pesquisar e discutir são as melhores formas para a escolha do candidato que satisfaça as condições do eleitor e do seu município, estado ou país. Assim, a escolha será consciente e poderemos dar o primeiro passo para uma eleição limpa.
Portanto, nossas decisões refletem o futuro de nossa nação, porque são os eleitos que vão tratar de nossos interesses e problemas. Todavia, se não forem erradicados processos de escolha sem análise e crítica, continuaremos pensando em como mudar esta política isenta de valores.