Clijsters completa retorno dos sonhos e conquista o bicampeonato do US Open
Belga ex-número 1 deixou a aposentadoria há pouco mais de um mês
Não fossem as presenças da filha, Jada, de 1 ano, e do marido, Brian Lynch, na torcida, talvez ninguém se lembrasse que Kim Clijsters ficou longe do tênis por dois anos, tempo em que se casou e cuidou da nova família. Dentro da quadra, a belga brilhou como no tempo em que foi número 1 do mundo e conquistou o título do US Open pela segunda vez.
Por 7/5 e 6/3, ela derrotou a dinamarquesa Caroline Wozniacki na noite deste domingo, no Estádio Arthur Ashe, e completou uma das mais fantásticas histórias de retorno às competições. Há exatos 33 dias, ela deixou a aposentadoria para voltar ao circuito e hoje, em seu terceiro torneio, conquista um título de Grand Slam, o feito máximo no esporte.
Não foi com a facilidade esperada, e Clijsters não esteve tão precisa quanto nas vitórias sobre Venus, nas quartas, e Serena Williams, nas semifinais, mas a belga, que ainda nem figura no ranking - disputou o torneio graças a um convite da organização - mostrou um tênis agressivo e eficaz o suficiente para superar os nervos e a rival número 8 do mundo.
A partida começou nervosa, com muitos erros. Clijsters deu o primeiro golpe e abriu 2/0 graças ao nervosismo da adversária, que fazia sua primeira final de Grand Slam. Logo em seguida, porém, Wozniacki entrou no jogo e parou de errar. Foi a vez, então, de a belga cometer seguidos erros. O jogo mudou, e a dinamarquesa venceu quatro games seguidos, tomando a dianteira em 4/2. Clijsters devolveu a quebra no oitavo game e igualou o jogo em 4/4.
O tênis defensivo de Wozniacki, que se contentava em devolver as bolas da oponente, equilibrava com as oscilações do jogo agressivo de Clijsters. A belga vencia o nono game por 40/0, mas cometeu uma série de falhas seguidas e cedeu a quebra.
Nesse momento do duelo, a ela já somava 17 erros não forçados, contra 11 da rival. No game seguinte, porém, quando Wozniacki sacava para o set, Clijsters encaixou seus golpes e quebrou o saque da adversária mais uma vez.
A experiência da ex-número 1 do mundo pesou nos momentos decisivos, e Clijsters foi incisiva na hora de decidir, quebrando mais uma vez a rival no 12º game e fechando a parcial em 7/5.
A vitória na parcial pareceu tirar a pressão das costas de Clijsters, que dominou o segundo set. A belga aproveitou a única chance de quebra que teve, manteve seu serviço sem sustos e chegou ao título.
Clijsters chegou ao US Open sem figurar na lista da WTA, mas aparecerá entra as 20 melhores do mundo nesta segunda-feira, quando a entidade divulgar sua lista atualizada. Se figurar no 19º posto, igualará o recorde de Andrea Jaeger, que teve o melhor ranking de estreia em 1980.
Além disso, Clijsters se torna a primeira mãe a vencer um título de simples de Grand Slam desde Evonne Goolagong, campeã de Wimbledon em 1980.
A ex-número 1 do mundo também se torna a primeira tenista fora do top 10 a levantar o troféu do US Open. A tenista menos bem ranqueada a triunfar no Grand Slam americano era a russa Svetlana Kuznetsova, campeã em 2004, quando ocupava o nono porto do ranking.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Not...8-15090,00.html
Belga ex-número 1 deixou a aposentadoria há pouco mais de um mês
Não fossem as presenças da filha, Jada, de 1 ano, e do marido, Brian Lynch, na torcida, talvez ninguém se lembrasse que Kim Clijsters ficou longe do tênis por dois anos, tempo em que se casou e cuidou da nova família. Dentro da quadra, a belga brilhou como no tempo em que foi número 1 do mundo e conquistou o título do US Open pela segunda vez.
Por 7/5 e 6/3, ela derrotou a dinamarquesa Caroline Wozniacki na noite deste domingo, no Estádio Arthur Ashe, e completou uma das mais fantásticas histórias de retorno às competições. Há exatos 33 dias, ela deixou a aposentadoria para voltar ao circuito e hoje, em seu terceiro torneio, conquista um título de Grand Slam, o feito máximo no esporte.
Não foi com a facilidade esperada, e Clijsters não esteve tão precisa quanto nas vitórias sobre Venus, nas quartas, e Serena Williams, nas semifinais, mas a belga, que ainda nem figura no ranking - disputou o torneio graças a um convite da organização - mostrou um tênis agressivo e eficaz o suficiente para superar os nervos e a rival número 8 do mundo.
A partida começou nervosa, com muitos erros. Clijsters deu o primeiro golpe e abriu 2/0 graças ao nervosismo da adversária, que fazia sua primeira final de Grand Slam. Logo em seguida, porém, Wozniacki entrou no jogo e parou de errar. Foi a vez, então, de a belga cometer seguidos erros. O jogo mudou, e a dinamarquesa venceu quatro games seguidos, tomando a dianteira em 4/2. Clijsters devolveu a quebra no oitavo game e igualou o jogo em 4/4.
O tênis defensivo de Wozniacki, que se contentava em devolver as bolas da oponente, equilibrava com as oscilações do jogo agressivo de Clijsters. A belga vencia o nono game por 40/0, mas cometeu uma série de falhas seguidas e cedeu a quebra.
Nesse momento do duelo, a ela já somava 17 erros não forçados, contra 11 da rival. No game seguinte, porém, quando Wozniacki sacava para o set, Clijsters encaixou seus golpes e quebrou o saque da adversária mais uma vez.
A experiência da ex-número 1 do mundo pesou nos momentos decisivos, e Clijsters foi incisiva na hora de decidir, quebrando mais uma vez a rival no 12º game e fechando a parcial em 7/5.
A vitória na parcial pareceu tirar a pressão das costas de Clijsters, que dominou o segundo set. A belga aproveitou a única chance de quebra que teve, manteve seu serviço sem sustos e chegou ao título.
Clijsters chegou ao US Open sem figurar na lista da WTA, mas aparecerá entra as 20 melhores do mundo nesta segunda-feira, quando a entidade divulgar sua lista atualizada. Se figurar no 19º posto, igualará o recorde de Andrea Jaeger, que teve o melhor ranking de estreia em 1980.
Além disso, Clijsters se torna a primeira mãe a vencer um título de simples de Grand Slam desde Evonne Goolagong, campeã de Wimbledon em 1980.
A ex-número 1 do mundo também se torna a primeira tenista fora do top 10 a levantar o troféu do US Open. A tenista menos bem ranqueada a triunfar no Grand Slam americano era a russa Svetlana Kuznetsova, campeã em 2004, quando ocupava o nono porto do ranking.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Not...8-15090,00.html













