“I’ll be back.” Foram com estas palavras que uma lenda do cinema nascia. Foi dita por Arnold Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro” (Terminator) em 1984 e, realmente, ele voltaria várias vezes após esta fala. No filme em questão, o Exterminator T-800, modelo 101, interpretado pelo ator, disse o que disse, saiu da delegacia de polícia – no qual havia sido impedido de entrar – e voltou dirigindo uma viatura delegacia adentro! Bom, depois disso, o cinema de ficção cientifica nunca mais foi o mesmo quando a ação se misturou com a ficção.



Agora se passaram 25 anos e temos em mãos o quarto filme desta ótima franquia. Neste filme não temos viagem no tempo, ou um Exterminador voltando para o passado ou para:

- Matar a mãe de John Connor, Sarah Connor (Terminator, 1984);

- Matar o próprio John Connor adolescente (Terminator 2 – Judgement Day, 1991);

- Matar ele, novamente, adulto (Terminator 3 – Rise of the Machines, 2003).

Não, desta vez a Skynet foi mais esperta e tentou usar o modelo de infiltração chamado T-800 com o protótipo chamado Marcus Wright, um prisioneiro que iria ser executado com pena de morte que doa o seu corpo para a Cyberdyne Systems, a empresa que criou a Skynet, para futuras pesquisas científicas. Não sabia que o pior estaria por vir.

Tudo o que temos neste filme é como surgiu, de certa forma, a mitologia da franquia. Explica, por exemplo, como John Connor ganhou a cicatriz vista nos três outros filmes. Do porque Kyle Reese (pai de John Connor, Terminator 1) iria ser mandado eventualmente para o passado e outras coisinhas que só os fãs da série prestam atenção mesmo, mas que não deixa de ser muito divertido de assistir.

Acho que se eu falar mais, acabaria criando spoilers e ninguém iria assistir. Então o que eu posso dizer mais? Bem, que tal um resumão pequeno, leve e prático da franquia?

Em Exterminador 1, o líder da resistência, John Connor manda um soldado chamado Kyle Reese para assegurar a sobrevivência da sua mãe, Sarah Connor, contra um Exterminador enviado pela Skynet, no fim da tudo certo e o próprio Reese se torna pai do Connor, uma viagem temporal com predestinação e já aí a coisa fica complicada.

Em Exterminador 2, agora a resistência manda um T-800 (modelo arnie) para garantir que o próprio John Connor sobreviva contra um modelo que a Skynet manda, o quase legendário T-1000. Neste meio tempo, John Connor aborrecente e sua trupe descobrem que a Skynet teve uma base no T-800 destruído e para que o Dia do Julgamento não aconteça, os restos do Exterminador original deveriam ser destruídos. Eles, por fim, fazem isso e, até Terminator 3, tudo termina bem. É neste filme que o famoso, “hasta La vista, baby” é dito por Arnie.

Em Exterminador 3, a resistência persiste e manda mais um T-800 para tentar ajudar o Connor adulto, o problema é que a Skynet mandou uma exterminadora, chamada T-X, que é uma Exterminadora de exterminadores, e já vimos que a coisa fica ainda mais complicada. O que acontece? O governo americano tinha comprado a Cyberdyne – depois da sua destruição em T2 – e com o que a empresa já havia desenvolvido resolvem criar um sistema cibernético de defesa mundial, que seria conhecido como Skynet e que ajudaria o exército americano a se proteger de ataques cibernéticos de hackers e vírus. O problema que, ao entrar em funcionamento, a Skynet resolve matar todo mundo e, adivinhãooooo, John Connor sobrevive ao Dia do Julgamento!

Com isto em mãos agora você já sabe a respeito da franquia e não ter medo de assistir ao novo filme que, por fim, entrega tudo o que se propõe: tem uma boa história, que não enrola e também não diz tudo. O som é um show a parte, assim como as cenas de ação.

Os efeitos especiais, para a nossa época, cumprem bem o seu uso, chegando até serem bem detalhados, caso esteja num cinema bom e numa boa distância para poder prestar atenção em todo o cenário.

Dos atores, o destaque vai para Sam Worthington, que faz o Exterminador protótipo criado pela Skynet. Cristian Bale ficou bem apagado na sua atuação como John Connor, o que não deixa ele muito para trás é que os filmes falam dos exterminadores e não dos seres humanos. Destaque também para Anton Yelchin, como Kyle Reese e para Helena Bohan Carter – que eu não vou dizer o porque para não perder a graça do filme.

Enfim, para quem quer ação, assista o filme, para quem gosta da franquia também assista e para quem quer passar o tempo, também vale a pena!

9.0/10.0

____________________________________________________
ConversaMole.net
Cinema, Tecnologia, HQs, Games e pitadas de Rock'n Roll.
Acesse: http://www.conversamole.net
Siga a gente pelo Twitter: clique aqui