Não deixa de ser interessante e filantrópica essa campanha ao repassar R$ 10,00 do custo total de uma passagem de ida e volta, para a AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente.
A TAM recentemente usou uma estratégia semelhante, embora nada filantrópica, ao oferecer aos clientes que adquirissem pacotes turísticos voando pela empresa, custo zero na tarifa aérea para o passageiro acompanhante do pacote.
A idéia do "Low Fare" não é nova, nem brasileira. Que me recorde já em 1995 a Southwest Airlines usava com sucesso essa estratégia ao oferecer passagens de baixo custo, cobrando na ocasião, por exemplo, cerca de US$ 60.00 por uma passagem só de ida, de Los angeles, CA, para Phoenix, AZ, (+/- 1h 30 min de vôo).
Por um lado o barateamento e a guerra das tarifas tornou acessível esse tipo de transporte as classes C e D, antes quase exclusivamente usado pelas classes A e B, ao despir quase todo serviço de bordo oferecido em seus aviões.
Por outro lado, penso que essa economia não se refletiu somente no padrão dos serviços de bordo que antes eram o diferencial entre as empresas aéreas, mas também na regularidade dos serviços de manutenção e na qualidade das peças de reposição.
Após os acidentes da GOL e da TAM, além dos problemas gerados pelo caos aéreo, as empresas do ramo sentiram a redução na demanda de passageiros, bem como a mídia ficou mais atenta e passou a noticiar de modo inquietante, a frequencia com que tem ocorrido ultimamente, incidentes mecânicos com as aeronaves brasileiras.