Meu vinho ja não me basta, deste banco observei traidores e falsos. Fortes e fracos. Essa cidade me enoja. Os subterraneos me cançam. A luz que nunca vi, ja me faz falta. A amizade que nunca tive, ja sinto saudades. Desconto toda minha angústia nos moradores do subterranêo, acho que de algum modo pelas lâminas de meu machado transmitirei toda minha angústia e dor a aqueles a quem faço sofrer, a quem faço morrer, a quem brinco de viver ou não, sem mesmo saber que sou um peão no tabuleiro desse jogo também.
Essa taverna é cheia de tabuleiros, mas não a nenhum rei. Nem a vitória, nem o cheque-mate pode ser dado. Caminhamos sem objetivos. A escuridão me conforta, a escuridão de minha visão.
Estou escrevendo e meu vinho acabando, meu raro momento de prazer diario vai se estinguindo. Deixo as lágrimas de meu vinho e vou de encontro as minhas lágrimas internas.
Essa taverna é cheia de tabuleiros, mas não a nenhum rei. Nem a vitória, nem o cheque-mate pode ser dado. Caminhamos sem objetivos. A escuridão me conforta, a escuridão de minha visão.
Estou escrevendo e meu vinho acabando, meu raro momento de prazer diario vai se estinguindo. Deixo as lágrimas de meu vinho e vou de encontro as minhas lágrimas internas.