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Versão Completa: Pense Na China
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Eu - o Shark
QUOTE (Luís Fernando Veríssimo @ "Pense na China")
Sugestão para um dia em que você não tiver nada com o que se preocupar e estiver até convencido que o mundo pode melhorar, deve melhorar, tem que melhorar. Finja que é agora. Simule otimismo. Imite alguém acreditando no futuro com toda a força. Faça cara de quem não tem dúvidas de que tudo vai dar certo. Convença-se de que tudo vai dar certo. Pronto? Agora pense na China .

Desanimou, certo? É impossível pensar na China e continuar, mesmo em fingimento, despreocupado. Dentro de muito pouco tempo vai acontecer o seguinte: a China vai tornar o resto do mundo supérfluo. Não vai ser preciso existir mais ninguém, de tanto que vai existir a China. O nosso destino é, enquanto a China cresce, irmos ficando cada vez mais desnecessários. Em, o quê? Vinte anos? A China terá o maior parque industrial, com a mão-de-obra mais abundante e portanto mais barata, da Terra, e produzirá de tudo para o maior mercado consumidor da Terra que será qual? O dos chineses, mesmo ganhando pouco. A China concentrará toda a atividade econômica do planeta entre as suas fronteiras. A China se bastará.

Mas não pense que vamos ficar assistindo ao espetáculo da auto-suficiência chinesa da cerca, esperando alguma sobra. Antes de se tornar definitivamente autocapaz a China terá que garantir as fontes da sua energia. O seu inevitável choque com aquele outro sorvedouro de combustível fóssil, os Estados Unidos, pelas últimas reservas de petróleo do mundo pode literalmente nos arrasar. Sugestão para a reflexão antes de dormir esta noite, se você conseguir dormir: o petróleo do Oriente Médio escasseando, dois monstros sedentos cuja sobrevivência depende do petróleo se enfrentando — e nós no meio. Ganhará o confronto final, nuclear ou não, quem tiver mais gente. A China tem muito mais gente do que os Estados Unidos.

Enquanto isto, a Índia... Mas chega. Reanime-se. A vida é boa, há borboletas, os pêssegos estão ótimos e a Copa vem aí. Eu, na verdade, não tenho com o que me preocupar mesmo. Estou a caminho da fase pré-fóssil e não estarei aqui quando tudo isto acontecer. Mas só queria avisar.



alguém me ajuda, não consigo sair do forum
biritaz!
Esse cara é phoda!
RafaelVasconcelos
aheauehiuae..bem delicado..
creio que eu viverei pra ver essa putaria toda..
;/
herman
agora tem que provar que foi ele mesmo que escreveu isso
Eu - o Shark
QUOTE (herman @ Jan 31 2006, 03:12 PM)
agora tem que provar que foi ele mesmo que escreveu isso
green
a propósito, ensino de mandarim nos EUA: 1bi de dólares...

quem souber a lingua deles, vai ter alguma chance de continuar existindo

ingles no more
Nightshadew
Sejam otimistas, pensem que esse desenvolvimento todo vai parar antes de chegar a esse ponto rolleyes.gif
Ph00k4
tenho uma amiga chinesa
e ela vive falando que vai se divertir de ver os americanos tentando falar mandarim.
ela ja fala a uns 2 anos que isso vai acontecer

EDIT:
QUOTE
alguém me ajuda, não consigo sair do forum

como assim Shark?
Lá em cima, na esquerda tem escrito assim:
Bem vindo Shark69 ( Sair )

rolleyes.gif
Eu - o Shark
QUOTE (Ph00k4 @ Feb 1 2006, 03:12 AM)
tenho uma amiga chinesa
e ela vive falando que vai se divertir de ver os americanos tentando falar mandarim.
ela ja fala a uns 2 anos que isso vai acontecer

EDIT:
QUOTE
alguém me ajuda, não consigo sair do forum

como assim Shark?
Lá em cima, na esquerda tem escrito assim:
Bem vindo Shark69 ( Sair )

rolleyes.gif

como é aquela frase....? não se faça de pão, phooka!
cros
ë o que eu tinha dito num tópico desses, sobre "As porcarias da China" pelo menos não o unico que já enxergou a nova desgraça dos novos tempos, sempre temos um holocausto por vir.... e todo mundo acha engraçado, enquanto não for com ele... é aquela velha maxima, "isso só acontece com o vizinho" Logo vamos comer aquele arroz empapado vindo da china....
Metus
QUOTE (Shark69 @ Jan 31 2006, 04:15 PM)
QUOTE (herman @ Jan 31 2006, 03:12 PM)
agora tem que provar que foi ele mesmo que escreveu isso

Aqui entrou sem.
Ph00k4
QUOTE (cros @ Feb 1 2006, 11:23 AM)
ë o que eu tinha dito num tópico desses, sobre "As porcarias da China" pelo menos não o unico que já enxergou a nova desgraça dos novos tempos, sempre temos um holocausto por vir.... e todo mundo acha engraçado, enquanto não for com ele... é aquela velha maxima, "isso só acontece com o vizinho" Logo vamos comer aquele arroz empapado vindo da china....

o arroz empapado não é japonês? dren.gif
DaniloGordo
po meu, esses dias estava no Wal-Mart fazendo compras, fui comprar alho, e era sabe da onde? China! onde ja se viu, o Brasil importando alho da China! putz!
Ph00k4
QUOTE (danilogordo @ Feb 2 2006, 08:13 AM)
po meu, esses dias estava no Wal-Mart fazendo compras, fui comprar alho, e era sabe da onde? China! onde ja se viu, o Brasil importando alho da China! putz!

Esses dias fui no camelô e soh via coisas sabe daonde?
TAIWAN!!
Sabe onde Taiwan fica? CHINA !!
Onde estão os falsificadores brasileiros quando precisamos deles?
cros
QUOTE (Ph00k4 @ Feb 2 2006, 02:49 AM)
QUOTE (cros @ Feb 1 2006, 11:23 AM)
ë o que eu tinha dito num tópico desses, sobre "As porcarias da China" pelo menos não o unico que já enxergou a nova desgraça dos novos tempos, sempre temos um holocausto por vir.... e todo mundo acha engraçado, enquanto não for com ele... é aquela velha maxima, "isso só acontece com o vizinho" Logo vamos comer aquele arroz empapado vindo da china....

o arroz empapado não é japonês? dren.gif

Também, o japão como bom copiador tem muito da culina'rai chinesa...

Saiu no jornal local daqui de ontem...
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora...te=&modovisual=

Comércio Exterior
Eles invadiram sua casa
Made in China
LÚCIA RITZEL




Baratos e cada vez mais presentes, da sala de estar à cozinha dos brasileiros, produtos do país asiático ameaçam a indústria nacional, provocando o fechamento de empresas

Não há dados estatísticos precisos sobre o impacto global da concorrência chinesa na produção verde-amarela, inclusive porque a China tem até 2015 para se adequar às regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) - o que tornará mais transparente a economia do país. Mas basta o consumidor observar a etiqueta de produtos a seu redor para ter uma idéia do terreno já ocupado.

Outro indicativo é o fato de que, desde outubro do ano passado, quando o governo brasileiro institucionalizou as salvaguardas, 36 segmentos da indústria decidiram ingressar com pedido de proteção contra o avanço dos chineses no mercado consumidor interno, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Nenhum deles foi implementado até agora.

- Inicialmente, a China estabeleceu que os Estados Unidos e a Europa seriam prioridades. Como precisa mais espaço para crescer, voltou seus interesses para o Brasil - diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro.

Brasil já compra mais do que vende para os chineses

A quarta potência econômica do planeta alterou a balança comercial com o Brasil. Números de janeiro mostram que, pela primeira vez desde a liberação do câmbio, em 2001, o Brasil comprou mais do que vendeu. As exportações brasileiras para o país cresceram 19,9%, e as importações, 46,9%, informa Castro.

Um dos exemplos do interesse chinês pelo potencial de consumo dos 185 milhões de brasileiros é a ofensiva no setor. Com o acordo fechado com os EUA e a Europa de restrição voluntária das exportações para esses países, firmado em 2005, o governo chinês, que admite uma supercapacidade de produção têxtil, mirou o Brasil.

- Em 2005, nossa produção caiu 2%, depois de ter crescido 8% no ano anterior. E o saldo líquido de empregos foi a geração de 28,8 mil postos, quando em 2004 chegou a 65 mil - afirma o superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

O setor de brinquedos, em que os produtos da China dominaram 60% do mercado nacional em 10 anos, resume as dificuldades da indústria nacional em lidar com a força chinesa:

- O brasileiro gosta de produto bom e barato. Não conseguimos fazer isso com as taxas de juros e a carga tributária brasileira, além das exigências de qualidade e segurança - afirma Synésio Batista, da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).

Comércio Exterior
Requinte para driblar a concorrência
GÉSSICA TRINDADE/ Sapiranga




Tigres e dragões já não amedrontam calçadistas como Liberto José Lehnen, de Sapiranga. No principal pólo exportador do segmento, ele e os colegas afrontam a crise com requinte. É o segredo para que indústrias do município, castigadas pela baixa cotação do dólar e a conseqüente perda de competitividade no Exterior, imponham modelos a altos preços, contendo demissões.

- Há dois anos, produzia calçados a US$ 12 por par. Este aqui estou vendendo a US$ 28 - orgulha-se Lehnen, proprietário da Calçados Vale, ostentando um modelo para a grife do guitarrista Carlos Santana.

Sua indústria não escapou dos respingos da crise que afetou as exportações. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), 23 milhões de pares deixaram de ser embarcados em 2005, enquanto 13,79 milhões de pares chineses ingressaram no Brasil.

Para não amargar prejuízos, os exportadores precisaram reajustar os preços e acabaram perdendo competitividade especialmente para a China. Lehnen apelou ao corte na mão-de-obra - gerava 1,3 mil empregos em fevereiro passado e hoje mantém 900. De 240 mil pares mensais há um ano, produz 85 mil pares. E os calçados sofisticados representam 80% das encomendas.

- Diferencial é a nossa saída. Pensar que podemos bater a China em preço baixo e escala é uma loucura - ressalta o consultor econômico da Abicalçados nio Klein.

Japão, Leste Europeu e Oriente Médio são hoje alguns dos principais focos de quem produz para exportar. É o caso de Carlos Krasnievicz, sócio-diretor da Pricawi, de Sapiranga, que conseguiu em 2005 dobrar o valor médio de seu calçado. Há um ano, produzia 220 mil pares por mês. Atualmente, 70 mil.

- Se eu não mudasse o produto, fechava a fábrica - conta Pricawi.

Esse redirecionamento foi a salvação das exportações brasileiras do setor em 2005. O faturamento com os embarques, de US$ 1,888 bilhão, bateu o recorde histórico.


Comércio Exterior
Um país que impressiona




Cansado de ouvir as razões sobre a força da expansão da China pelo planeta, o empresário Manolo Canosa Miguez decidiu conferir pessoalmente o que é que os chineses têm. Em outubro de 2005 passou 18 dias visitando o sul do país, região que concentra a produção industrial.

Proprietário da Escovas Fidalga e representante do Sindicato da Indústria de Móveis de Junco e Vime e Vassouras e de Escovas e Pincéis de São Paulo (Simvep), Miguez ficou impressionado com a exuberância e diversidade da produção.

- Visitei a maior feira de exportação da China, que ocupava uma área de 550 mil metros quadrados. Para se ter idéia, o Anhembi, em São Paulo, tem 28 mil metros quadrados. É de ficar horrorizado - relata.

Miguez diz que sua maior surpresa foi constatar que a força do país não está na produtividade e tampouco na exploração da mão-de-obra. Para o empresário, o trunfo chinês está mesmo na quantidade de trabalhadores.

- Eles produzem muito porque tem muita gente. O salário médio dos operários é de US$ 100. Se fizer a conversão, dá R$ 230, mas equivale a R$ 600 porque moradia e alimentação são bancadas pelas empresas. Como a necessidade de mão-de-obra é praticamente infinita, os trabalhadores estão ganhando mais e a escolaridade vem aumentando - afirma.

Ao comparar as condições de produção, Miguez confirmou que os brasileiros têm de suportar uma carga tributária muito mais elevada, pagar mais encargos sociais, além de enfrentar mais burocracia.




Saiba mais
A China mantém o yuan desvalorizado em cerca de 30% em relação ao dólar.
Estimativas são de que o real está valorizado em pelo menos 20% em relação ao dólar.
O juro básico da China varia entre 2% e 3% ao ano (real, descontando-se a inflação). O juro brasileiro é hoje de 17,25% ao ano (cerca de 12% reais)
Os impostos e tributos chineses correspondem a menos de 20% do PIB. No Brasil, a carga tributária é estimada em 37,5% do PIB.
A China e o Brasil exportavam US$ 25 bilhões há 20 anos. Atualmente, as exportações chinesas somam cerca de US$ 850 bilhões. Nos 12 meses fechados em janeiro, as exportações brasileiras foram de US$ 120,13 bilhões.




Eu - o Shark
confesso que meu mp3 player é chinês hein2k0.gif
E.o.F
Na minha opinião a china vai crescer pra se tornar a maior concentração de pessoas pobre do mundo. A mão de obra excessiva acaba se tornando muito mal paga. Muitas empresas do mundo vão fechar graças a eles. Quem for esperto simplesmente ou usa a mão de obra deles, ou muda pra negócios diferentes, especialmente que não dependam tanto de mão de obra braçal.
Vai ser a maior e mais suja favela do mundo. Já, já aparece uma epidemia naquela imundisse.
maluquinho
Falta você ver, que tudo que é empresa está se mudando para lá!
Acessa o google earth e vai ver o que é a China hoje. rolleyes.gif

Comparar com a política do Brasil eh pura falta de tempo... aqui já estamos a mais de século na mesmíce!! dren.gif

Precisamos eleger alguém para mudar isso, eu voto no JK!! tongue.gif
E.o.F
QUOTE (maluquinho @ Feb 8 2006, 03:48 PM)
Falta você ver, que tudo que é empresa está se mudando para lá!
Acessa o google earth e vai ver o que é a China hoje. rolleyes.gif

Comparar com a política do Brasil eh pura falta de tempo... aqui já estamos a mais de século na mesmíce!! dren.gif

Precisamos eleger alguém para mudar isso, eu voto no JK!! tongue.gif

Só tem um jeito do Brasil sair desse merdereu todo, acabar com a corrupção. Isso vai acontecer? Eu duvído...
Depois de tudo q aconteceu ultimamente, e não aconteceu nada, além de um ou outro sairem do cargo.
Ser político é poder roubar de forma legalizada no Brasil.
E tem gente q engole essa história de tapa buraco em ano de eleição... Aff...
cros
Se fosse listar todas as empresas que estão fechando e por extensao quantos desempregados estao na rua, por causa da libertinagem do governo aos produtos chineses, esse topido teria uns 500 post...


Indústria
Fabricante gaúcha de vestuário é vítima do efeito China e do câmbio
Na volta das férias, 190 de 230 funcionários da Têxtil RV foram demitidos
ALEXANDRE SANTI E TATIANA CRUZ





Uma das mais tradicionais fábricas gaúchas de vestuário masculino decidiu encerrar a produção ontem vitimada pelo câmbio desfavorável e pela concorrência chinesa. Depois de 30 anos de atuação, a Têxtil RV desistiu de produzir trajes e sobretudos e demitiu 190 dos 230 funcionários.

Nos próximos meses, a empresa seguirá aberta na área comercial, vendendo os estoques.

- É lastimável para o nosso setor - comentou o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado, João Pedro Fontana.

Ontem à tarde, o clima era de incerteza no número 50 da Rua Beirute, no bairro Navegantes, onde até as 7h da manhã ainda funcionava a linha de produção da Têxtil RV. Os funcionários foram desligados após um mês de férias coletivas. Uma pessoa, que estava no local na hora da dispensa e que prefere não se identificar temendo novas demissões, conta que houve uma assembléia para informar aos colaboradores do fechamento das vagas.

- Eles nem chegaram a trabalhar. Ficaram um tempo meio perdidos, desolados, sentados no meio-fio, uns chorando - relata.

No ano passado, a Têxtil RV produziu 80 mil trajes, atingindo faturamento de R$ 15,8 milhões. As exportações representavam 30% do negócio. Em 1993 e 1994, os melhores anos da empresa, as vendas para o Exterior totalizaram US$ 9 milhões. O diretor da companhia, Mathias Renner, culpou a importação de produtos chineses e o governo brasileiro pelos problemas financeiros. Para o empresário, a Têxtil RV perdeu a competitividade no mercado externo com a queda do dólar.

- Quando chegou a R$ 2,50, não deu mais - lamentou.

Importações de produtos chineses cresceram 43%

A situação se repetiu no mercado brasileiro, segundo Renner. O fim da produção foi anunciado quatro dias depois do anúncio de acordo entre os governos brasileiro e chinês para limitar o crescimento das exportações de produtos têxteis para o Brasil. Foram fixadas cotas de importação que vão crescendo a cada ano até desaparecerem por completo a partir de janeiro de 2009. O acerto abrange 60% das importações de têxteis chineses, mas não inclui a linha de vestuário social masculino - o ramo da Têxtil RV.

- A indústria manufatureira está sofrendo. Se o dólar continuar neste ritmo, teremos mais problemas em 2006 - disse o diretor-superintendente da Associação Brasileira Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

No ano passado, quando o setor têxtil nacional registrou queda de 2% na produção, as importações brasileiras de roupas e tecidos da China cresceram 43%, alcançando os US$ 359 milhões.
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