Ajuda - Busca - Membros - Calendário
Versão Completa: Nissan Leaf E Chevrolet Volt
Uêba !! > Diversos > AutoZine - veículos automotores

 
cros


Nissan Leaf e Chevrolet Volt são o futuro da indústria automotiva. Ambos já rodam no Brasil, embora os fabricantes ainda não planejem vendas, como já acontece no exterior. A indústria espera incentivos fiscais como os oferecidos nos EUA.
A Folha avaliou Leaf e Volt na estrada e na cidade por 300 km. São propostas diferentes que carregam a identidade de seus fabricantes.

O japonês Leaf requer planejamento oriental e paciência para recargas de até 20 horas em tomadas caseiras (110 V). Completa, a bateria de íons de lítio permite rodar 160 km.

Considerando preço, dirigibilidade e mesmo autonomia, é a melhor opção entre os totalmente elétricos -- que não emitem poluentes.

O Volt traz dois motores elétricos e autonomia para rodar 65 km. A recarga leva até 10 horas (110 V). Contudo, um motor a combustão funciona como gerador e permite percorrer mais cerca de 500 km. É como usar um telefone celular ligado na tomada.

Uma virtude, porém, que gerou polêmicas. Quando se exige mais do Volt, o motor 1.4 a gasolina ajuda a tracionar o carro. Ele está acoplado a um dos propulsores elétricos, e sua ação é liberada por um complexo e eficiente conjunto de embreagens.

Pelo desempenho e pela tecnologia do sistema, é o melhor carro híbrido do mundo. O problema é que a Chevrolet renega os louros da vitória ao vendê-lo como elétrico.

"Indiretamente, o motor a combustão chega a tracionar as rodas, mas o elétrico está sempre funcionando", diz Plínio Cabral, diretor de engenharia elétrica da GM.

Nos EUA, a montadora conseguiu criar a categoria Veículo Elétrico com Autonomia Estendida (E-REV), garantindo isenções e imagem. Na China, o modelo será homologado como híbrido.
espertos

Leaf e Volt têm reações espertas. Elétricos entregam sempre 100% do torque, não importa a rotação do motor. O Volt tem 150 cv. São 43 cv a mais que o Leaf (107 cv) -isso explica o maior vigor do GM. Em ambos, a energia das frenagens é reaproveitada para recarregar as baterias.
O acerto das suspensões privilegia o conforto, e as carrocerias baixas ajudam a manter a estabilidade. O exterior futurista provoca intimidade instantânea com desconhecidos nas ruas.

O modelo da Nissan usa o entre-eixos maior para garantir bom espaço interno. O Chevrolet só leva dois atrás, com um pouco de aperto.

No elétrico Leaf não há escapamento. No Volt, a saída é disfarçada pelo para-choque traseiro pronunciado.

Quando o painel do Chevrolet avisa que a bateria acabou e o movimento será mantido com a velha queima de gasolina, vem um peso na consciência. A sensação ruim logo é substituída pela tranquilidade de ver a autonomia crescer para 500 km.

O Nissan Leaf é mais ecológico, mas dirige-se com medo. A ausência de uma rede de recarga rápida obriga a pisar mansinho e ficar feliz com congestionamentos e a possibilidade de mais algumas freadas regenerativas.

Fonte ; Folha

O governo americano com essa crise está incentivando a industria automobilistica a gerar mais emprego e produzir mais carros, quem sabe não seria esse o momento da virada e recomeçar uma nova era, construindo carros eletricos?
Pinatubo
QUOTE(cros @ Aug 14 2011, 11:42 AM) *
O governo americano com essa crise está incentivando a industria automobilistica a gerar mais emprego e produzir mais carros, quem sabe não seria esse o momento da virada e recomeçar uma nova era, construindo carros eletricos?


Na minha opinião, até hoje nenhum carro totalmente elétrico apresentou alguma solução para o problema da depêndencia de uma fonte externa de energia elétrica, nem sempre disponível para recarga das baterias. Os híbridos me parecem no estado da arte atual a melhor solução em termos de autonomia e consumo de combustível fóssil convencional. Nesse setor a Toyota saiu na frente com seu modelo Prius lançado em 1997 e que até hoje já comercializou no mercado mundial mais de 2 milhões de unidades. Atualmente o modelo vendido pela montadora é o da 3ª geração.

Toyota Prius 3ª geração (2011):


O custo de produção desses veículos cuja mecãnica é mais complexa é portanto mais caro. Mas mesmo assim nos EUA os preços sugeridos de venda do Prius variam de US$ 23,5 / 28.7 mil (aprox. R$ 39,5 / 48,2 mil) dependendo do acabamento e acessórios. http://www.toyota.com/prius-hybrid/trims-prices.html

No Brasil, as montadoras inexplicavelmente mantém o preço de venda dos carros em níveis muito superiores aos praticados para os mesmos modelos em outros países.

Vários países, incluindo EUA, Canadá, Reino Unido, Suécia, Inglaterra, Bélgica e Holanda mantém políticas de incentivo para a compra de veículos híbridos.

Conclusão: Parece não haver a curto prazo nenhum interesse dos fabricantes nacionais em investir na produção de veículos híbridos, nem tampouco existe nenhuma política de governo que incentive a produção e comercialização dos híbridos no país. Ou seja, por um lado as montadoras cobram o que querem do consumidor por produtos de baixa qualidade e tecnologia obsoleta, mantendo seus lucros elevados, e o governo por sua vez vai de carona faturando alto nos impostos a custa do consumidor. Montadoras e governo estão felizes com o faturamento, e o consumidor que se dane.
Esta é uma versão simplificada de nosso conteúdo principal. Para ver a versão completa com maiores informações, formatação e imagens, por favor clique aqui.
Invision Power Board © 2001-2012 Invision Power Services, Inc.