Segundo notícia publicada no site do jornal inglês "Daily Mail", em sua edição de 1/2/11 http://www.dailymail.co.uk/news/article-13...NINE-times.html , os moradores do vilarejo de Hagworthingham na Inglaterra foram atormentados pelo ruído intermitente de um alarme defeituoso em uma casa abandonada, até que o diretor do conselho paroquial local e seu vice-diretor decidiram fazer o que tinha de ser feito.
Edmund Done, 67 a, e Jim Curtis, 73 a, cortaram um fio e desligaram o aparelho que vinha disparando o alarme sonoro por 20 minutos a cada duas horas, durante dois meses seguidos. Depois disso, a paz foi restaurada, até que nove meses depois, os dois foram intimados a comparecer a um tribunal, acusados de causar dano criminoso a propriedade alheia e ameaçados com uma possível sentença de três meses de prisão, por terem cortado o fio.
Edmund Done (esquerda) e Jim Curtis:

Após uma saga judiciária de dois anos envolvendo nove audiências no tribunal, e apesar de uma campanha de protesto movida pelos quase 300 moradores do vilarejo, Done e Curtis foram intimados a se apresentarem hoje ao juiz para serem julgados e sentenciados, em Skegness, Lincolnshire, UK. Mas a última hora, o Serviço De Promotoria da Coroa acabou retirando as acusações depois que os dois homens aceitaram as advertências da polícia.
A casa onde estava o alarme desativado pelos aposentados:

Ontem, os dois amigos criticaram a Promotoria pelo desperdício estimado em £ 40 mil (R$ 108 mil) do dinheiro dos contribuintes, gasto com as custas do processo. "É ridículo que tenha sido assim", disse Done, um antigo engenheiro automotivo que assumiu o cargo diretor do conselho paroquial de Hagworthingham, depois de se mudar para o vilarejo. Curtis, um trabalhador rural aposentado cujo bangalô fica nos fundos da casa conhecida como "Foxglove Cottage", onde estava o alarme, afirmou: "Nós enviamos uma carta de advertência sobre o problema e pensamos que isso poria fim ao assunto. Não somos criminosos nem temos antecedentes policiais." "O custo de todos os processos judiciais desnecessários deve ser enorme. Esse foi apenas mais um entre tantos outros, considerando que o fio custa apenas alguns centavos. "
Embora, tecnicamente, nenhum dos dois homens tenha uma ficha criminal, ambos foram obrigados a concordar em se submeter a uma verificação nos arquivos da Agência de Registros Criminais. Os dois cortaram o fio setembro de 2008, atendendo às queixas dos moradores vizinhos. "Nós fizemos todo o possível para entrar em contato com o proprietário da casa, mas não conseguimos descobrir quem era. Se soubéssemos quem era, então tudo poderia ter sido resolvido de forma amigável, evitando toda essa despesa e aborrecimento.", afirmou Done. "O alarme não deveria sequer ter sido instalado lá, pois é um prédio abandonado, e o proprietário não tinha permissão legal para instalá-lo." A lei diz que o controle da poluição sonora é dever da polícia e das autoridades locais." "Mas ninguém quis saber", disse Done, prosseguindo: "Apelamos à polícia e ao conselho distrital, mas nada aconteceu." "Foi apenas como último recurso que cortamos o fio e com o mínimo de danos. O que mais poderíamos fazer? O alarme estava tocando por oito semanas. A maioria dos moradores estava cansada do barulho que perturbava as pessoas, principalmente à noite quando é muito calmo por aqui." "Ele funcionava por 20 minutos e depois parava, enquanto sua bateria era recarregada. Duas horas mais tarde começava novamente."
Não ficou claro quem apresentou a queixa, embora os moradores acreditem que deve ter sido o misterioso proprietário do chalé. Investigações mostraram que, de acordo com o Registro de Imóveis, a "Foxglove Cottage" foi comprada em maio de 2002 por £ 55 mil (R$ 147 mil), por Maria Gillian Makinson-Sanders.
Done e Curtis, receberam assistência jurídica gratuita e foram acusados formalmente em 2009 perante um juiz de Skegness. O caso foi adiado várias vezes por diversas razões e um julgamento que seria realizada em agosto do ano passado teve de ser remarcado porque Curtis estava doente. Os dois sempre insistiram que eles agiram para o bem da coletividade do vilarejo, um local histórico que serviu de inspiração para o poema "O Riacho" ("The Brook") de Alfred Lord Tennyson (1809 – 1892). Dos 290 moradores do vilarejo que se manifestaram em apoio aos dois acusados, pelo menos 15 se apresentaram para depor a favor deles. A estranha situação inclusive motivou uma campanha no Facebook chamada "Salvem a dupla de Hagworthingham."
Um porta-voz da Aliança dos Contribuintes, disse: "Este caso tem se arrastado por tempo demais e já custou muito dinheiro aos contribuintes." "Parece que estes dois homens simplesmente tentaram fazer a coisa certa e os custos para os contribuintes com esta ação judicial contra eles supera em muito o valor dos danos provocados em alguns fios." "Parece ridículo que o Serviço De Promotoria da Coroa nunca tenha levado este caso a sério. Eles deveriam ter retirado a acusação há muito tempo."
Um porta-voz da Promotoria de Lincolnshire, disse: 'Os srs. Done e Curtis aceitaram uma advertência. Isso marca o fim do caso."
A polícia de Lincolnshire se recusou a comentar.
Edmund Done, 67 a, e Jim Curtis, 73 a, cortaram um fio e desligaram o aparelho que vinha disparando o alarme sonoro por 20 minutos a cada duas horas, durante dois meses seguidos. Depois disso, a paz foi restaurada, até que nove meses depois, os dois foram intimados a comparecer a um tribunal, acusados de causar dano criminoso a propriedade alheia e ameaçados com uma possível sentença de três meses de prisão, por terem cortado o fio.
Edmund Done (esquerda) e Jim Curtis:

Após uma saga judiciária de dois anos envolvendo nove audiências no tribunal, e apesar de uma campanha de protesto movida pelos quase 300 moradores do vilarejo, Done e Curtis foram intimados a se apresentarem hoje ao juiz para serem julgados e sentenciados, em Skegness, Lincolnshire, UK. Mas a última hora, o Serviço De Promotoria da Coroa acabou retirando as acusações depois que os dois homens aceitaram as advertências da polícia.
A casa onde estava o alarme desativado pelos aposentados:

Ontem, os dois amigos criticaram a Promotoria pelo desperdício estimado em £ 40 mil (R$ 108 mil) do dinheiro dos contribuintes, gasto com as custas do processo. "É ridículo que tenha sido assim", disse Done, um antigo engenheiro automotivo que assumiu o cargo diretor do conselho paroquial de Hagworthingham, depois de se mudar para o vilarejo. Curtis, um trabalhador rural aposentado cujo bangalô fica nos fundos da casa conhecida como "Foxglove Cottage", onde estava o alarme, afirmou: "Nós enviamos uma carta de advertência sobre o problema e pensamos que isso poria fim ao assunto. Não somos criminosos nem temos antecedentes policiais." "O custo de todos os processos judiciais desnecessários deve ser enorme. Esse foi apenas mais um entre tantos outros, considerando que o fio custa apenas alguns centavos. "
Embora, tecnicamente, nenhum dos dois homens tenha uma ficha criminal, ambos foram obrigados a concordar em se submeter a uma verificação nos arquivos da Agência de Registros Criminais. Os dois cortaram o fio setembro de 2008, atendendo às queixas dos moradores vizinhos. "Nós fizemos todo o possível para entrar em contato com o proprietário da casa, mas não conseguimos descobrir quem era. Se soubéssemos quem era, então tudo poderia ter sido resolvido de forma amigável, evitando toda essa despesa e aborrecimento.", afirmou Done. "O alarme não deveria sequer ter sido instalado lá, pois é um prédio abandonado, e o proprietário não tinha permissão legal para instalá-lo." A lei diz que o controle da poluição sonora é dever da polícia e das autoridades locais." "Mas ninguém quis saber", disse Done, prosseguindo: "Apelamos à polícia e ao conselho distrital, mas nada aconteceu." "Foi apenas como último recurso que cortamos o fio e com o mínimo de danos. O que mais poderíamos fazer? O alarme estava tocando por oito semanas. A maioria dos moradores estava cansada do barulho que perturbava as pessoas, principalmente à noite quando é muito calmo por aqui." "Ele funcionava por 20 minutos e depois parava, enquanto sua bateria era recarregada. Duas horas mais tarde começava novamente."
Não ficou claro quem apresentou a queixa, embora os moradores acreditem que deve ter sido o misterioso proprietário do chalé. Investigações mostraram que, de acordo com o Registro de Imóveis, a "Foxglove Cottage" foi comprada em maio de 2002 por £ 55 mil (R$ 147 mil), por Maria Gillian Makinson-Sanders.
Done e Curtis, receberam assistência jurídica gratuita e foram acusados formalmente em 2009 perante um juiz de Skegness. O caso foi adiado várias vezes por diversas razões e um julgamento que seria realizada em agosto do ano passado teve de ser remarcado porque Curtis estava doente. Os dois sempre insistiram que eles agiram para o bem da coletividade do vilarejo, um local histórico que serviu de inspiração para o poema "O Riacho" ("The Brook") de Alfred Lord Tennyson (1809 – 1892). Dos 290 moradores do vilarejo que se manifestaram em apoio aos dois acusados, pelo menos 15 se apresentaram para depor a favor deles. A estranha situação inclusive motivou uma campanha no Facebook chamada "Salvem a dupla de Hagworthingham."
Um porta-voz da Aliança dos Contribuintes, disse: "Este caso tem se arrastado por tempo demais e já custou muito dinheiro aos contribuintes." "Parece que estes dois homens simplesmente tentaram fazer a coisa certa e os custos para os contribuintes com esta ação judicial contra eles supera em muito o valor dos danos provocados em alguns fios." "Parece ridículo que o Serviço De Promotoria da Coroa nunca tenha levado este caso a sério. Eles deveriam ter retirado a acusação há muito tempo."
Um porta-voz da Promotoria de Lincolnshire, disse: 'Os srs. Done e Curtis aceitaram uma advertência. Isso marca o fim do caso."
A polícia de Lincolnshire se recusou a comentar.