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| Projeto de Lei pode modificar hábitos dos motociclistas no trânsito NQM Comunicação 18 de março de 2005 Após sete anos em vigor, o Código de Trânsito Brasileiro pode sofrer mais um ajuste. Nesta quarta-feira (16), foi aprovado, por unanimidade, pela Comissão de Viação e Transportes, o Projeto de Lei 2650/03, do deputado Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA). O PL proíbe o condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a trafegar nos corredores entre veículo. De acordo com o texto, o condutor deverá respeitar a distância lateral de 1,5 metro dos carros em circulação e será proibido trafegar entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila também a ela adjacentes. A infração resultará numa multa de natureza média, ou seja, quatro pontos na carteira de habilitação e R$ 85,13 a menos no bolso. Agora, o projeto aguarda aprovação da Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei tem como principal objetivo diminuir o número de acidentes envolvendo pedestres, automóveis e motociclistas. Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, 60 tombos de motos são registrados diariamente na capital. Os números do Rio de Janeiro também são alarmantes: em 1999, foram registrados 954 acidentes. Três anos depois, ou seja, em 2002, o número de acidentes “saltou” para 3.112 acidentes, conforme dados da Polícia Militar do Estado. A proposta chegou a constar do projeto original do Código de Trânsito Brasileiro, que entrou em vigor em janeiro de 1998, mas acabou vetada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, a decisão foi tomada com base na alegação de que as motos serviam para dar agilidade ao trânsito. Na opinião do especialista em trânsito, David Duarte Lima, doutor em Segurança de Trânsito, presidente do Instituto de Segurança no Trânsito e professor da Universidade de Brasília, o veto abriu espaço para que os motociclistas tenham liberdade para cometer abusos no trânsito. “Em São Paulo, por exemplo, o problema é muito sério. Mas, não podemos esquecer de que a situação financeira do país também contribui para isso porque é possível comprar uma moto com parcelas de valores baixos. É mais fácil comprar uma moto do que um carro”, observa. Segundo ele, o despreparo é um dos grandes problemas dos motoqueiros, que muitas vezes cometem acidentes ou até são vítimas fatais por falta de conhecimento. “Outro fator é a questão social. A moto se transforma numa oportunidade de emprego. Sem vínculo empregatício, o motoqueiro precisa fazer o maior número de entregas que puder para ganhar mais”, comenta Lima, que afirma que tudo isso contribuiu para se criar, principalmente em São Paulo, motociclistas que se arriscam com manobras radicais. “Isto criou um conflito entre os usuários: motociclitas e motoristas”, diz. Na avaliação de Lima, o Projeto de Lei do deputado Marcelo Guimarães Filho é um resgate do artigo vetado há sete anos. “Vai haver uma grande dificuldade de fiscalização, sem falar de que não há condição de parar o indivíduo, ou seja, executar o flagrante”, ressalta. O especialista aposta na aprovação do projeto pela Câmara porque os deputados estão sensíveis a este assunto. “Mesmo sabendo que, atualmente, transitam pela Câmara e Senado cerca de 300 emendas ao Código de Trânsito Brasileiro”. Mas, para isto, Lima faz uma sugestão de que seja inserido um parágrafo único para casos de trânsito parado, ou seja, que o motociclista possa trafegar entre os carros desde que seja até 20 km/h ou com velocidade inferior a esta. “Com esta inclusão, além de ações sérias de fiscalização e treinamento aos policiais para o cumprimento da lei e investimento na educação, é possível que a lei funcione”, afirma Lima. O especialista faz uma ressalva que de o investimento em educação deve ser realizado juntamente com os sindicatos da categoria e com apoio das associações de motociclitas de lazer. Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Condutores de Veículos, Motonetas, Motocicletas e Similares de Curitiba e Região Metropolitana (Sintramotos), Tito Mori, é totalmente contrário ao projeto. Segundo ele, a medida, caso seja aprovada pela câmara e vire lei, vai deixar o trânsito ainda mais caótico e irá trazer resultados negativos à classe dos motoboys, que tem como atrativo principal a rapidez. “Esse Projeto de Lei só irá piorar o trânsito e irá descaracterizar a agilidade dos serviços. Depois, ninguém pode xingar o entregador por ter demorado na entrega do remédio ou porque a pizza está fria. Onde o autor do Projeto de Lei vai achar essa distância de 1,5 metro num trânsito onde o que mais falta é espaço?”, questiona. Mori afirma que os índices de acidentes em Curitiba e Região Metropolitana são quase zero e diz desconhecer os números apresentados no projeto. “No ano passado, foram registrados dois óbitos com motociclistas em trabalho. Este ano, nenhum óbito foi registrado. O segredo é a educação no trânsito visando à conscientização dos motoristas de automóveis, motociclistas, ciclistas e pedestres”. Caso o Projeto de Lei seja aprovado, o Presidente do Sindicato de Curitiba e Região Metropolitana, em parceria com outros sindicatos espalhados pelo país, promete fechar as ruas e paralisar o trânsito das principais cidades do Brasil. “Quando a Diretran proibiu o estacionamento de motos no centro de Curitiba, nós fechamos o trânsito para defender os nossos direitos. Se for necessário, a paralisação vai acontecer de novo. É preciso que todos os envolvidos no assunto; sindicatos, entidades que regem as leis de trânsito e a sociedade se reúnam para discutir o que é melhor”, concluiu Mori. Marketing Perkons S. A. |
esse projeto é no minimo ridiculo e vai ser esquecido rapido rapido.
imaginem só, se cada moto tiver que a partir desse momento ocupar o espaço de um carro no transito, ou seja, com 1,5m à sua direita e 1,5 à sua esquerda, o numero de automoveis nos transitos vai dobrar. o transito vai ficar mais caotico ainda.
ao meu ponto de vista, andar entre os carros desse jeito q eles estao sugerindo eh mais perigos q nos corredores. o motociclista fica mto mais sujeito a trombadas por tras, sem chance de fuga. andar a 20km/h nos corredores tb eh sacanagem. impossivel. os caras nao conseguem nem regular a velocidade dos carros quem dera a velocidade q uma moto passa pelo corredor.
fora que as vendas de motocicletas vao cair absurdamente, pois o maior motivo de voce comprar uma eh o fato da agilidade q ela te da no transito, se vc nao vai ter isso, pra que ter uma moto?
a fiscalizacao eh outro problema. haja bloquinho pros guardas anotarem todas as placas das motos q passariam nos corredores neh.... fora q poucos motoboys tem as suas placas 100% visiveis neh.
só me resta rir para um projeto desse.
sinceramente eu nem li esse bando de texto todo q vc postou aih... dei uma lida superficial e ja deu pra entender q se trata de um bando de gente q pouco sabe sobre o q esta falando, tao pouco sobre como solucionar nossos problemas...
eh isso.
aguardo outras opniões.
falouss
