Paralelamente ao imponente Rio Madeira, no estado de Rondônia, o veículo segue sua trajetória pela rodovia federal. Aos poucos, surgem rústicas moradias que denunciam a chegada a mais um típico vilarejo rondoniense, dos muitos que já havia deixados para trás.
Entretanto, esse vilarejo (conhecido como Abunã) trás uma peculiaridade, pois nele estão os restos de uma antiga e épica empreitada humana, que foi a construção da ferrovia Madeira - Mamoré, a 'Mad Maria', que ligaria o Brasil à Bolívia por seus trilhos...
Ao entrar no vilarejo, paro o veículo ao contemplar uma antiga 'maria fumaça', posicionada a beira da estrada. Com a máquina fotográfica em punho, começo a fazer algumas fotografias da locomotiva, dos poucos monumentos históricos e do ambiente geral do vilarejo.
É quando noto, a minha direita, uma menina sentada em uma árvore, muito concentrada em sua atividade, que consiste em fabricar um adorno com uma fita de plástico:
Ela veste uma blusinha com alças, estampada com algumas margaridas e uma calça rosa, que termina na altura das canelas. A mão direita repousa graciosamente por sobre uma das coxas. Os pés estão cruzados e os dedos brincam uns com os outros. As mãos confeccionam habilmente o novo adorno (a perna esquerda já está enfeitada com um deles). O olhar, embora atento à meticulosa tarefa, não deixa escapar em momento algum aquilo que ocorre ao seu redor.
É quando alguma coisa chama sua atenção e, ao inclinar graciosamente a cabeça, os olhos da pequena contemplam algum movimento diferente das pessoas que ali residem, realizando suas tarefas cotidianas.
Na pequena e histórica vila rondoniense de Abunã é assim: não há preocupação com o humor da bolsa de valores e a vida não vai acabar, caso você não esteja de posse do último modelo de celular. O dia-a-dia é feito das coisas simples, como confeccionar um adorno pessoal ou pescar um peixe no rio.
***
Parece que a vida ficou corrida demais para nós! É chique, é moderno e quase que politicamente correto dizer: estou 'na correria'. Por que e para que corremos tanto?! Para produzir mais e consumir mais?
A modernidade nos trouxe imensos benefícios, mas também ilusões... nos tira muitas vezes da realidade e nos joga num verdadeiro mundo paralelo, sem percebermos. Entramos nessa roda imaginária do consumo, como promovedor de uma efêmera 'felicidade'.
Enquanto isso a menininha de Abunã continua lá, às margens do Madeira, confeccionando seus bonitos adornos contemplando feliz a vida que segue...
Entretanto, esse vilarejo (conhecido como Abunã) trás uma peculiaridade, pois nele estão os restos de uma antiga e épica empreitada humana, que foi a construção da ferrovia Madeira - Mamoré, a 'Mad Maria', que ligaria o Brasil à Bolívia por seus trilhos...
Ao entrar no vilarejo, paro o veículo ao contemplar uma antiga 'maria fumaça', posicionada a beira da estrada. Com a máquina fotográfica em punho, começo a fazer algumas fotografias da locomotiva, dos poucos monumentos históricos e do ambiente geral do vilarejo.
É quando noto, a minha direita, uma menina sentada em uma árvore, muito concentrada em sua atividade, que consiste em fabricar um adorno com uma fita de plástico:
Ela veste uma blusinha com alças, estampada com algumas margaridas e uma calça rosa, que termina na altura das canelas. A mão direita repousa graciosamente por sobre uma das coxas. Os pés estão cruzados e os dedos brincam uns com os outros. As mãos confeccionam habilmente o novo adorno (a perna esquerda já está enfeitada com um deles). O olhar, embora atento à meticulosa tarefa, não deixa escapar em momento algum aquilo que ocorre ao seu redor.
É quando alguma coisa chama sua atenção e, ao inclinar graciosamente a cabeça, os olhos da pequena contemplam algum movimento diferente das pessoas que ali residem, realizando suas tarefas cotidianas.
Na pequena e histórica vila rondoniense de Abunã é assim: não há preocupação com o humor da bolsa de valores e a vida não vai acabar, caso você não esteja de posse do último modelo de celular. O dia-a-dia é feito das coisas simples, como confeccionar um adorno pessoal ou pescar um peixe no rio.
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Parece que a vida ficou corrida demais para nós! É chique, é moderno e quase que politicamente correto dizer: estou 'na correria'. Por que e para que corremos tanto?! Para produzir mais e consumir mais?
A modernidade nos trouxe imensos benefícios, mas também ilusões... nos tira muitas vezes da realidade e nos joga num verdadeiro mundo paralelo, sem percebermos. Entramos nessa roda imaginária do consumo, como promovedor de uma efêmera 'felicidade'.
Enquanto isso a menininha de Abunã continua lá, às margens do Madeira, confeccionando seus bonitos adornos contemplando feliz a vida que segue...