Segundo o site do jornal inglês "The Telegraph", em sua edição de 14/12/10 http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/...s-American.html , promotores da Indonésia pediram nesta terça-feira, 14/12/10, a pena de prisão de sete meses para um americano aposentado, acusado de blasfêmia após ele ter desligado o plugue do sistema de som de uma mesquita durante a leitura da oração.

Gregoy Lucas antes do julgamento:


O incidente ocorrido em 22 de agosto durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã e resultou na detenção do engenheiro aposentado Gregory Lucas, 64a, que foi retirado de sua casa na ilha de Lombok, por uma escolta policial após uma turba de fanáticos ter invadido sua residência.

Os promotores argumentaram que Lucas tinha blasfemado contra o Islã, a religião predominante na Indonésia, após ele ter entrado na mesquita para se queixar de que o sistema de som usado na leitura da oração noturna do Ramadã estava com volume muito alto.

"Sugerimos uma pena de prisão de sete meses para ele que é acusado de blasfêmia e de cometer um ato de ódio", afirmou o promotor Baiq Nurjanah a um tribunal de Praya, Lombok.

Ele disse que a pena máxima de cinco anos de prisão não foi foi pedida porque o réu é primário e administra uma pousada para turistas na ilha, além de ter lamentado seu ato.

Vestindo um sarongue, camisa pólo e um chapéu muçulmano, Lucas pediu aos juízes para ser condenado a uma pena mais leve possível e se desculpou por seu delito.

"Peço desculpas por meu erro na mesquita. Eu segui todos os procedimentos do julgamento e ouvi os depoimentos das testemunhas. Espero receber uma pena mais leve", disse ele.

Anteriormente Lucas havia negado ter desligado os alto-falantes usados para transmitir o chamado para a oração, uma característica comum na maioria das mesquitas na Indonésia.

Em declarações à imprensa local, ele disse que foi até a mesquita para pedir que o volume fosse diminuído, quando foi atacado por um grupo de jovens locais, que o derrubaram no chão e lhe e lhe atiraram pedras.

Uma multidão, em seguida, o perseguiu até sua casa, que foi saqueada sob as vistas de um policial, aparentemente incapaz de intervir.

Ninguém foi acusado de qualquer delito relacionado ao ataque a sua casa.