Em artigo publicado hoje, 14/12/10, no site do jornal "O Globo" http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/1...r-923288182.asp , o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em um evento que reuniu empresários, esta tarde em São Paulo, voltou a defender a legalização do aborto, classificando de "...hipocrisia a falta de discussão sobre o tema que conturbou as eleições presidenciais de 2010. Durante o pleito José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) trouxeram a tona a discussão durante entrevistas e debates eletorais..." (sic). O governador em determinado ponto de seu pronunciamento fez a pergunta "Quem Aqui Não Teve Uma Namoradinha Que Teve Que Abortar?" (sic).
Em relação ao referido pronunciamento, penso que, foi infeliz e inoportuna a pergunta embutida na declaração do governador, pois toda generalização é perigosa. Eu, e acredito que a maioria dos homens responsáveis nunca engravidaram nenhuma "namoradinha". É bem provável que ele não faça parte desse grupo, daí ter generalizado.
Apesar da minha discordância da generalização do questionamento feito por ele, o problema do aborto existe e sempre existirá, e com o sem aprovação de qualquer segmento da sociedade, e, com ou sem a legalização do aborto, o problema irá continuar em sua forma clandestina, pois o sexo é uma função natural e inerente a maioria dos animais, racionais ou não, destinada a reprodução das espécies, e nunca estará sujeita aos ditames e caprichos de qualquer instituição política, social ou religiosa.
A gravidez, quando não planejada ou resultado de relacionamentos irresponsáveis traz graves consequências familiares, sociais, financeiras, e para a saúde pública.
Neste contexto, o rentável mercado das "clínicas" ilegais continuará proliferando, muitas vezes através de práticas desprovidas de qualquer assepsia e/ou higiene, aumentando dia a dia o número de mulheres que ficam com sequelas permanentes ou morrem, vítimas de procedimentos clínicos muitas vezes executados por pessoas não habilitadas em medicina, cuja única preocupação é ganhar dinheiro de forma rápida e ilícita.
O assunto é polêmico, mas sua discussão não deve ser postergada, nem deve ser abordado unicamente sob a ótica de dogmas ou preconceitos. Há necessidade de ser discutido por todos os setores da sociedade de maneira séria e imparcial, deixando de lado o ranço da hipocrisia.
Em relação ao referido pronunciamento, penso que, foi infeliz e inoportuna a pergunta embutida na declaração do governador, pois toda generalização é perigosa. Eu, e acredito que a maioria dos homens responsáveis nunca engravidaram nenhuma "namoradinha". É bem provável que ele não faça parte desse grupo, daí ter generalizado.
Apesar da minha discordância da generalização do questionamento feito por ele, o problema do aborto existe e sempre existirá, e com o sem aprovação de qualquer segmento da sociedade, e, com ou sem a legalização do aborto, o problema irá continuar em sua forma clandestina, pois o sexo é uma função natural e inerente a maioria dos animais, racionais ou não, destinada a reprodução das espécies, e nunca estará sujeita aos ditames e caprichos de qualquer instituição política, social ou religiosa.
A gravidez, quando não planejada ou resultado de relacionamentos irresponsáveis traz graves consequências familiares, sociais, financeiras, e para a saúde pública.
Neste contexto, o rentável mercado das "clínicas" ilegais continuará proliferando, muitas vezes através de práticas desprovidas de qualquer assepsia e/ou higiene, aumentando dia a dia o número de mulheres que ficam com sequelas permanentes ou morrem, vítimas de procedimentos clínicos muitas vezes executados por pessoas não habilitadas em medicina, cuja única preocupação é ganhar dinheiro de forma rápida e ilícita.
O assunto é polêmico, mas sua discussão não deve ser postergada, nem deve ser abordado unicamente sob a ótica de dogmas ou preconceitos. Há necessidade de ser discutido por todos os setores da sociedade de maneira séria e imparcial, deixando de lado o ranço da hipocrisia.
