Comentários sobre um artigo escrito em 1927, pelo Eng. Eduardo Cícero de Farias, membro da Sociedade Dhâranâ, fundada pelo professor Henrique José de Souza em 1924, no Brasil. O artigo "A vida em todos os ramos da natureza" foi publicado em revista do mesmo nome, e inicia relatando as descobertas feitas pela ciência da época. Como o artigo é relativamente extenso, vamos incluindo aqui as idéias homeopaticamente.
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No início do artigo, diz o autor:
"Quem não julgaria impossível, há alguns anos atrás, a fulminante rapidez de comunicações, como as que presenciamos diariamente na nossa capital (na época, o Rio de Janeiro), traduzindo em letras luminosas os fatos que estão ocorrendo no mesmo momento em continentes longínquos?"
Interessante este escrito, posto que hoje tais letras luminosas aparecem hoje (2010) nas telas de computadores portáteis, que unem bilhões de pessoas do mundo através da internet.
"Quem não julgaria impossível, por exemplo, tornar tão audível o passo de uma mosca como o de um cavalo ferrado numa estrada? Entretanto, uma série de válvulas termoiônicas pode chegar a realizar tal fenômeno por meio de ampliações sucessivas. É fora de dúvida que a válvula termoiônica representa uma das mais extraordinárias invenções humanas pelas descobertas científicas que tem proporcionado.
Quem não julgaria impossível que o Diretor da Estrada de Ferro Central, pudesse, como realizou há pouco tempo, percorrer as suas linhas em viagem de inspeção e permanecer em comunicação constante com o seu gabinete de trabalho, conhecendo, sem demora e sem estar presente, tudo o que ali se passa?"
Hoje essa possibilidade foi fortemente explorada pelo advento da telefonia móvel, com aparelhos capazes de interagir com os computadores num fantástico universo convergente.
"Quem não julgaria impossível que a tremenda catástrofe marinha dos últimos dias, que ainda nos confrange a alma, pudesse ter visto suas proporções reduzidas graças ao auxílio imediato obtido, e pedido pelas radiocomunicações, isto é, lançado ao ambiente sem destino definido, num extremo anseio, como quem apela para a Divina Providência?Milagres – seria o modo por que poderia tudo isto ser compreendido. Milagres são, na realidade, mas sem o mistério com que eram cercados os fatos que assim foram classificados em outras épocas, em que eram desconhecidos os agentes de sua realização".
Corroborando com os exemplos explorados pelo Eng. Eduardo Cícero de Farias, se alguém nos dissesse, alguns anos atrás, que poderíamos carregar o conteúdo de uma biblioteca num aparelho tão pequeno a ponto de poder ser transportado no bolso; que poderíamos realizar um passeio virtual por ruas em praticamente qualquer parte do globo terrestre, como se de fato lá estivéssemos; que poderíamos nos manter plenamente atualizados e, mais que isso, agentes capazes de interferir diretamente neste processo de atualização, mesmo que estivéssemos residindo no mais longínquo país do mundo... Tudo isso, a algumas poucas décadas, seria tido por nós como verdadeiro milagre!
De fato, o homem costuma classificar assim os fatos por ele ignorados. Sai facilmente do universo da razão para o da fantasia, do milagre, do misticismo e da superstição, com muita facilidade.
Numa época em que a ciência dita “pura” reconhece matematicamente, por exemplo, a existência de universos paralelos; que a tecnologia alcança, a cada dia, surpreendentes feitos; numa época enfim, de tantas conquistas, precisamos mudar o enfoque.
Explicar os fenômenos que nos cercam servindo-se do misterioso, do fantástico, do inevitável; tudo isso denota uma certa indolência mental de nossa parte. É muito mais fácil creditar um acontecimento a uma causa "transcendente" do que pensar a respeito e encontrar elementos mais palpáveis para explicar o ocorrido.
É claro que não devemos nos tornar excessivamente céticos. Os radicalismos não levam a nada...
Até mesmo o grande herói mundial do ateísmo, o pesquisador Richard Dawkins, autor da obra "Deus: um delírio" foi muito lúcido durante uma entrevista. Nela, foi perguntado se, ao considerar a escala de 0 a 5 (onde cinco é a certeza absoluta da inexistência de Deus), qual valor consideraria. E ele respondeu: quatro!
Espantados com a resposta, os convidados ouviram dele a seguinte argumentação:
Se eu desse o valor cinco, estaria falhando como cientista, que considera sempre a possibilidade de estar equivocado. E assim a ciência evolui, sem dogmas ou verdades absolutas.
Se há ainda muitos “mistérios” neste nosso mundo, privilegiemos a capacidade da mente humana em desvendá-los, antes de criarmos as fantasias e misticismos muitas vezes aberrantes.
Para finalizar, lembramos aqui de um diálogo do filme “Excalibur”, entre o mago Merlim e o rei Arthur. O rei solicita mais uma vez a utilização de processos mágicos para a superação de um importante problema, e o mago responde mais ou menos assim:
Arthur, meu tempo acabou. Os elementos da natureza agora estão "mudos"... É a hora do homem e seus feitos!
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No início do artigo, diz o autor:
"Quem não julgaria impossível, há alguns anos atrás, a fulminante rapidez de comunicações, como as que presenciamos diariamente na nossa capital (na época, o Rio de Janeiro), traduzindo em letras luminosas os fatos que estão ocorrendo no mesmo momento em continentes longínquos?"
Interessante este escrito, posto que hoje tais letras luminosas aparecem hoje (2010) nas telas de computadores portáteis, que unem bilhões de pessoas do mundo através da internet.
"Quem não julgaria impossível, por exemplo, tornar tão audível o passo de uma mosca como o de um cavalo ferrado numa estrada? Entretanto, uma série de válvulas termoiônicas pode chegar a realizar tal fenômeno por meio de ampliações sucessivas. É fora de dúvida que a válvula termoiônica representa uma das mais extraordinárias invenções humanas pelas descobertas científicas que tem proporcionado.
Quem não julgaria impossível que o Diretor da Estrada de Ferro Central, pudesse, como realizou há pouco tempo, percorrer as suas linhas em viagem de inspeção e permanecer em comunicação constante com o seu gabinete de trabalho, conhecendo, sem demora e sem estar presente, tudo o que ali se passa?"
Hoje essa possibilidade foi fortemente explorada pelo advento da telefonia móvel, com aparelhos capazes de interagir com os computadores num fantástico universo convergente.
"Quem não julgaria impossível que a tremenda catástrofe marinha dos últimos dias, que ainda nos confrange a alma, pudesse ter visto suas proporções reduzidas graças ao auxílio imediato obtido, e pedido pelas radiocomunicações, isto é, lançado ao ambiente sem destino definido, num extremo anseio, como quem apela para a Divina Providência?Milagres – seria o modo por que poderia tudo isto ser compreendido. Milagres são, na realidade, mas sem o mistério com que eram cercados os fatos que assim foram classificados em outras épocas, em que eram desconhecidos os agentes de sua realização".
Corroborando com os exemplos explorados pelo Eng. Eduardo Cícero de Farias, se alguém nos dissesse, alguns anos atrás, que poderíamos carregar o conteúdo de uma biblioteca num aparelho tão pequeno a ponto de poder ser transportado no bolso; que poderíamos realizar um passeio virtual por ruas em praticamente qualquer parte do globo terrestre, como se de fato lá estivéssemos; que poderíamos nos manter plenamente atualizados e, mais que isso, agentes capazes de interferir diretamente neste processo de atualização, mesmo que estivéssemos residindo no mais longínquo país do mundo... Tudo isso, a algumas poucas décadas, seria tido por nós como verdadeiro milagre!
De fato, o homem costuma classificar assim os fatos por ele ignorados. Sai facilmente do universo da razão para o da fantasia, do milagre, do misticismo e da superstição, com muita facilidade.
Numa época em que a ciência dita “pura” reconhece matematicamente, por exemplo, a existência de universos paralelos; que a tecnologia alcança, a cada dia, surpreendentes feitos; numa época enfim, de tantas conquistas, precisamos mudar o enfoque.
Explicar os fenômenos que nos cercam servindo-se do misterioso, do fantástico, do inevitável; tudo isso denota uma certa indolência mental de nossa parte. É muito mais fácil creditar um acontecimento a uma causa "transcendente" do que pensar a respeito e encontrar elementos mais palpáveis para explicar o ocorrido.
É claro que não devemos nos tornar excessivamente céticos. Os radicalismos não levam a nada...
Até mesmo o grande herói mundial do ateísmo, o pesquisador Richard Dawkins, autor da obra "Deus: um delírio" foi muito lúcido durante uma entrevista. Nela, foi perguntado se, ao considerar a escala de 0 a 5 (onde cinco é a certeza absoluta da inexistência de Deus), qual valor consideraria. E ele respondeu: quatro!
Espantados com a resposta, os convidados ouviram dele a seguinte argumentação:
Se eu desse o valor cinco, estaria falhando como cientista, que considera sempre a possibilidade de estar equivocado. E assim a ciência evolui, sem dogmas ou verdades absolutas.
Se há ainda muitos “mistérios” neste nosso mundo, privilegiemos a capacidade da mente humana em desvendá-los, antes de criarmos as fantasias e misticismos muitas vezes aberrantes.
Para finalizar, lembramos aqui de um diálogo do filme “Excalibur”, entre o mago Merlim e o rei Arthur. O rei solicita mais uma vez a utilização de processos mágicos para a superação de um importante problema, e o mago responde mais ou menos assim:
Arthur, meu tempo acabou. Os elementos da natureza agora estão "mudos"... É a hora do homem e seus feitos!