Segundo o jornal francês "Le Monde" em sua edição de 29/11/10 http://www.lemonde.fr/culture/article/2010...46198_3246.html , nada menos que 271 obras de Pablo Picasso do período de 1900-1932, e que ninguém conhecia, foram descobertos recentemente, levando os herdeiros do pintor a apresentar uma denúncia contra Pierre Guennec, 71a, por furto e receptação.
As pinturas, cadernos e desenhos, avaliados no valor de € 60 milhões (R$ 137 milhões), foram apresentados por um casal de septuagenários da Côte d'Azur, que desejavam obter certificados de autenticidade, através do filho do pintor, Claude Picasso, que é o administrador dos bens e da obra do pintor. Entre essas novas obras estão nove colagens cubistas com valor estimado de € 40 milhões (R$ 91,5 milhões), uma aquarela do Período Azul, guaches, litogravuras e retratos de sua primeira esposa, Olga.

Pierre Guennec, enviou pelo correio as fotos das obras para Claude Picasso várias vezes a partir de janeiro desse ano, mas diante da recusa do herdeiro de fazer qualquer autenticação antes ver os originais das obras, ele finalmente foi encontrá-lo em Paris, em setembro, onde apresentou todos os originais.
Guennec, havia trabalhado como eletricista na casa de Pablo Picasso, durante os últimos três anos da vida do pintor, cuja morte ocorreu em 1973. Ele disse que tinha instalados sistemas de alarme nas residências de vários artistas, incluindo a vila Califórnia, em Cannes, onde muitas caixas contendo desenhos foram armazenados.
Os herdeiros e especialistas envolvidos decidiram então apresentar uma queixa contra Guennec por furto e receptação, em 23 de setembro. As obras foram apreendidas em 05 de outubro pelo Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (Office Central De Lutte Contre Le Trafic Des Biens Culturels), na casa do casal em Mouans Sartoux, nos Alpes-Marítimos.
O eletricista aposentado estaria desde então em prisão preventiva, segundo o jornal, sem no entanto especificar onde. O aposentado alegou inocência e disse que as obras foram dadas a ele pelo mestre, e pela esposa de Picasso.
Claude Picasso descartou a idéia de que seu pai poderia ter dar doado tal quantidade de obras, pois eram parte de sua vida.
"É certo que Pablo Picasso era bastante generoso. Mas datava, assinava e dedicava sempre suas doações, porque sabia que um dia poderiam vir a ser vendidas em momentos de dificuldades", assegurou.
Por fim, existe a dúvida se o eletricista não esperou tantos anos para trazer as obras à tona como forma de se beneficiar da prescrição de um suposto crime de furto.
As pinturas, cadernos e desenhos, avaliados no valor de € 60 milhões (R$ 137 milhões), foram apresentados por um casal de septuagenários da Côte d'Azur, que desejavam obter certificados de autenticidade, através do filho do pintor, Claude Picasso, que é o administrador dos bens e da obra do pintor. Entre essas novas obras estão nove colagens cubistas com valor estimado de € 40 milhões (R$ 91,5 milhões), uma aquarela do Período Azul, guaches, litogravuras e retratos de sua primeira esposa, Olga.

Pierre Guennec, enviou pelo correio as fotos das obras para Claude Picasso várias vezes a partir de janeiro desse ano, mas diante da recusa do herdeiro de fazer qualquer autenticação antes ver os originais das obras, ele finalmente foi encontrá-lo em Paris, em setembro, onde apresentou todos os originais.
Guennec, havia trabalhado como eletricista na casa de Pablo Picasso, durante os últimos três anos da vida do pintor, cuja morte ocorreu em 1973. Ele disse que tinha instalados sistemas de alarme nas residências de vários artistas, incluindo a vila Califórnia, em Cannes, onde muitas caixas contendo desenhos foram armazenados.
Os herdeiros e especialistas envolvidos decidiram então apresentar uma queixa contra Guennec por furto e receptação, em 23 de setembro. As obras foram apreendidas em 05 de outubro pelo Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (Office Central De Lutte Contre Le Trafic Des Biens Culturels), na casa do casal em Mouans Sartoux, nos Alpes-Marítimos.
O eletricista aposentado estaria desde então em prisão preventiva, segundo o jornal, sem no entanto especificar onde. O aposentado alegou inocência e disse que as obras foram dadas a ele pelo mestre, e pela esposa de Picasso.
Claude Picasso descartou a idéia de que seu pai poderia ter dar doado tal quantidade de obras, pois eram parte de sua vida.
"É certo que Pablo Picasso era bastante generoso. Mas datava, assinava e dedicava sempre suas doações, porque sabia que um dia poderiam vir a ser vendidas em momentos de dificuldades", assegurou.
Por fim, existe a dúvida se o eletricista não esperou tantos anos para trazer as obras à tona como forma de se beneficiar da prescrição de um suposto crime de furto.