Bhagavad Gita: atualíssimo!
Como pode um texto antiquíssimo ser ainda tão atual? Só encontro uma resposta: a humanidade ainda repete o mesmo "modus operandi", presa a questões atávicas que necessitam ser urgentemente superadas!
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Fragmento do Bhagavad Gita, um dos capítulos da grande epopéia hindú Mahabharata, escrita a 5 mil anos:
"Muitos há que, saciando-se com as letras (ou com o sentido exterior, superficial) das Sagradas Escrituras e doutrinas, e não podendo perceber o seu verdadeiro sentido interior, acham grande deleite em controvérsias técnicas a respeito do texto, em definições monstruosas e abstrusas interpretações.
Os corações desses homens estão cheios de desejos e esperanças pessoais; o seu mais alto ideal é um céu, onde acham todos os objetos de seus prazeres, a satisfação do seu sensualismo, e não se elevam à altura de onde se percebe a união de todos os seres. Usam palavras floreadas, inventam várias cerimônias e falam muito dos prêmios que esperam aqueles que as observam, e dos castigos em que caem os que são de outras opiniões.
Fica, porém, sabendo que laboram em erro; é-lhes desconhecido o uso da Razão Concentrada, e estranhas lhes são as alturas da consciência espiritual".
Como pode um texto antiquíssimo ser ainda tão atual? Só encontro uma resposta: a humanidade ainda repete o mesmo "modus operandi", presa a questões atávicas que necessitam ser urgentemente superadas!
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Fragmento do Bhagavad Gita, um dos capítulos da grande epopéia hindú Mahabharata, escrita a 5 mil anos:
"Muitos há que, saciando-se com as letras (ou com o sentido exterior, superficial) das Sagradas Escrituras e doutrinas, e não podendo perceber o seu verdadeiro sentido interior, acham grande deleite em controvérsias técnicas a respeito do texto, em definições monstruosas e abstrusas interpretações.
Os corações desses homens estão cheios de desejos e esperanças pessoais; o seu mais alto ideal é um céu, onde acham todos os objetos de seus prazeres, a satisfação do seu sensualismo, e não se elevam à altura de onde se percebe a união de todos os seres. Usam palavras floreadas, inventam várias cerimônias e falam muito dos prêmios que esperam aqueles que as observam, e dos castigos em que caem os que são de outras opiniões.
Fica, porém, sabendo que laboram em erro; é-lhes desconhecido o uso da Razão Concentrada, e estranhas lhes são as alturas da consciência espiritual".