Esse é um relato parcial sobre um lugar especial que visitei faz poucos minutos em minha imaginação. Um vislumbre que me foi permitido através de uma idéia incompleta sobre um lugar capaz de transformar o ser humano. Não é nada atemorizante e diferente de todos os outros lugares, esse não muda o ser por dor ou por nesceessidades do corpo, mas sim, o muda com uma reflexão sadia forçada por uma condição especial, onde não há nem dor nem louvor. Simplesmente, não há.
tal lugar eu chamei de Tila, mas há para ele outros nomes, tão numerosos quanto vocês são capazes de dar. Se quiserem nomeá-los, vocês o podem fazer. Sintam-se livres para chamar Tila do que quiser. Mas leiam com cuidado o texto antes de fazê-lo, porque senão sua idéia irá desaparecer no ar, como uma folha de outono que se perde carregada pelo vento.
Bom, eis o relato:
Tila era uma terra diferente em todos os aspectos que formam uma terra. Não havia nela grama ou qualque espécie de vegetal. Seu solo era formado não de barro ou terra roxa ou marrom, mas sim de uma areia fina e silenciosa que era varrida por um vento melancolico e tímido. Qualquer caminhante que passase por Tila deveria encontrar um caminho solitário. Não havia pessoas que morassem ou se fixassem em Tila, e poucos eram os que conseguiam encontrar os caminhos que levam à esta terra. Não havia nela também animais senão os pássaros que sobrevoavam bem lá no alto a terra, perto das nuvens, perto do sol pálido que alimentava aquela terra. Não havia nela também árvore ou casa, nem mesmos oceanos que a circundavam ou morros numerosos, nem mesmo muitas rochas. Havia em tila somente uma luz esquisita e tímida de tom claro azulado, que rebatia-se entre os cristais que colocados como um vidro fincado no solo, todos eles, de muitas cores, e bem transparentes, e de várias formas também. Podiam ser rosados e da forma de um leque, ou altos e azulados, ou ainda esverdeados e fincados perigosamente no chão como pontas de lanças. Não havia noite ou dia, fazendo tudo parecer pertencer à uma hora somente do ano, à uma única hora que fizesse o dia parecer especial e mesmo quando o sol descia no horizonte, não havia o véu da noite à obscurecer as planícies. Somente havia a solidão. Somente havia a solidão.
Tila, ou Sonho, era um caminho de peregrinação. A solidão à princípio, assusta, enlouquece. Um visitante desprevinido deve estar preparado para enfrentar a fome. Não porque há fome em Tila, mas sim pelo hábito nescessário do alimentar-se. Poucos dias depois, um homem, ou mulher, deve saber que não mais sente fome. É um reconhecimento benéfico, uma vez que em Tila não há animais de caça, nem qualquer outro que senão um lobo solitário no alto de uma colina à uivar pelo seu esquecimento, ou uma coruja que observa espectralmente aqueles que por ela passam, sem notar sua presença. Num lugar como esse, uma pessoa encontra-se à si mesmo, enquanto busca outros. Sua memória é rapidamente alimentada quando o cansaço, a fome, o esgotamento do corpo cessa. Se há algo que pesa em Tila, é o estranhamento do espírito, e este tão leve fica com a solidão, que praticamente o viajante sente que poderia do corpo largar sob a sombra tímida de um cristal e caminhar somente pela sua vontade a sua sombra. Ali, sombra e corpo tem uma estranha relação. Muitos peregrinos podem no início olhar para trás e não perceber a própria sombra, e quando viram para a frente, pensam que ela zomba-se deles, como se deles fosse capaz de se esconder. Mas é quando um viajante para e se ajoelha para analisar a terra fria e sente a fria brisa balançar sua capa ou camisa, ou brincar com seu cabelo, é que sente o real conhecimento de que não está em lugar nenhum, e nem a areia fina que escorrega azulada por entre seus dedos é capaz de contar algo sobre aquele lugar, mas somente sobre ele mesmo.
Não há corpos em Tila que senão dos viajantes que ali ficaram para nunca mais voltar, por que estes não aprenderam ou esqueceram pela loucura o caminho de saída do local. Quando, diante da solidão exterior conheceram a loucura interior, ensurdeceram-se com o silêncio, e caindo no desespero de sasciar suas paixões viciosas, destruíram o próprio corpo, e liberaram suas almas chorosas à vagar eternamente pelo local. O viajante que caminhar por Tila sabe que quando se sentir pesado, fadado á cometer os mesmos desatinos que seus antepassados, este pode tocar um cristal, pedir à seu deus qualquer que seja, uma solução, e fazer uma prece para aqueles chorosos que caíram. Somente quando este compreender que não á si que deve implorar por ajuda, mas àqueles que o cercam, é que o viajante encontra o caminho para sair de Tila, uma vez que é pelo entendimento de si que se sái do local. Ali, sente-se forçado, qualquer um que seja, do pebleu ao rei, da meretriz ao santo, à entender o seu local no universo e sua relação com ele. Um lugar desse de reflexão não há som e a água que é tocada no lago não permite que produza ondas grandes. Um lago pode oferecer um espelho cristalino sob a água de tom escuro que jamais permitirá ver as profundezas de seu leito, mas sim o reflexo na face crua daqueles que dela usam para sasciar, uma vez que não há fome, a curiosidade vã. A face refletida revela mais que alguém pode esperar sobre si mesmo, e ao mesmo tempo, não revela nada, uma vez que só diz aquilo que o acaso permite. É engraçado como um viajante pecebe ali que o acaso é uam realidade, e tudo o que é imaginado, se transforma numa realidade. Mesmo com coisas reais, como animais, ele pode scutar seu som, jamais no mundo de fora, mas dentro de sua própria mente e saber que mesmo tal coisa não sendo real, ela existe, e dela não consegue se livrar, uma que não outra coisa para se pensar. Em Tila, há a disciplina da mente, do espírito e antes de tudo, da paciência. E a paciência sobrevive ao silencio absolutos dos dias de uma hora só.
tal lugar eu chamei de Tila, mas há para ele outros nomes, tão numerosos quanto vocês são capazes de dar. Se quiserem nomeá-los, vocês o podem fazer. Sintam-se livres para chamar Tila do que quiser. Mas leiam com cuidado o texto antes de fazê-lo, porque senão sua idéia irá desaparecer no ar, como uma folha de outono que se perde carregada pelo vento.
Bom, eis o relato:
Tila era uma terra diferente em todos os aspectos que formam uma terra. Não havia nela grama ou qualque espécie de vegetal. Seu solo era formado não de barro ou terra roxa ou marrom, mas sim de uma areia fina e silenciosa que era varrida por um vento melancolico e tímido. Qualquer caminhante que passase por Tila deveria encontrar um caminho solitário. Não havia pessoas que morassem ou se fixassem em Tila, e poucos eram os que conseguiam encontrar os caminhos que levam à esta terra. Não havia nela também animais senão os pássaros que sobrevoavam bem lá no alto a terra, perto das nuvens, perto do sol pálido que alimentava aquela terra. Não havia nela também árvore ou casa, nem mesmos oceanos que a circundavam ou morros numerosos, nem mesmo muitas rochas. Havia em tila somente uma luz esquisita e tímida de tom claro azulado, que rebatia-se entre os cristais que colocados como um vidro fincado no solo, todos eles, de muitas cores, e bem transparentes, e de várias formas também. Podiam ser rosados e da forma de um leque, ou altos e azulados, ou ainda esverdeados e fincados perigosamente no chão como pontas de lanças. Não havia noite ou dia, fazendo tudo parecer pertencer à uma hora somente do ano, à uma única hora que fizesse o dia parecer especial e mesmo quando o sol descia no horizonte, não havia o véu da noite à obscurecer as planícies. Somente havia a solidão. Somente havia a solidão.
Tila, ou Sonho, era um caminho de peregrinação. A solidão à princípio, assusta, enlouquece. Um visitante desprevinido deve estar preparado para enfrentar a fome. Não porque há fome em Tila, mas sim pelo hábito nescessário do alimentar-se. Poucos dias depois, um homem, ou mulher, deve saber que não mais sente fome. É um reconhecimento benéfico, uma vez que em Tila não há animais de caça, nem qualquer outro que senão um lobo solitário no alto de uma colina à uivar pelo seu esquecimento, ou uma coruja que observa espectralmente aqueles que por ela passam, sem notar sua presença. Num lugar como esse, uma pessoa encontra-se à si mesmo, enquanto busca outros. Sua memória é rapidamente alimentada quando o cansaço, a fome, o esgotamento do corpo cessa. Se há algo que pesa em Tila, é o estranhamento do espírito, e este tão leve fica com a solidão, que praticamente o viajante sente que poderia do corpo largar sob a sombra tímida de um cristal e caminhar somente pela sua vontade a sua sombra. Ali, sombra e corpo tem uma estranha relação. Muitos peregrinos podem no início olhar para trás e não perceber a própria sombra, e quando viram para a frente, pensam que ela zomba-se deles, como se deles fosse capaz de se esconder. Mas é quando um viajante para e se ajoelha para analisar a terra fria e sente a fria brisa balançar sua capa ou camisa, ou brincar com seu cabelo, é que sente o real conhecimento de que não está em lugar nenhum, e nem a areia fina que escorrega azulada por entre seus dedos é capaz de contar algo sobre aquele lugar, mas somente sobre ele mesmo.
Não há corpos em Tila que senão dos viajantes que ali ficaram para nunca mais voltar, por que estes não aprenderam ou esqueceram pela loucura o caminho de saída do local. Quando, diante da solidão exterior conheceram a loucura interior, ensurdeceram-se com o silêncio, e caindo no desespero de sasciar suas paixões viciosas, destruíram o próprio corpo, e liberaram suas almas chorosas à vagar eternamente pelo local. O viajante que caminhar por Tila sabe que quando se sentir pesado, fadado á cometer os mesmos desatinos que seus antepassados, este pode tocar um cristal, pedir à seu deus qualquer que seja, uma solução, e fazer uma prece para aqueles chorosos que caíram. Somente quando este compreender que não á si que deve implorar por ajuda, mas àqueles que o cercam, é que o viajante encontra o caminho para sair de Tila, uma vez que é pelo entendimento de si que se sái do local. Ali, sente-se forçado, qualquer um que seja, do pebleu ao rei, da meretriz ao santo, à entender o seu local no universo e sua relação com ele. Um lugar desse de reflexão não há som e a água que é tocada no lago não permite que produza ondas grandes. Um lago pode oferecer um espelho cristalino sob a água de tom escuro que jamais permitirá ver as profundezas de seu leito, mas sim o reflexo na face crua daqueles que dela usam para sasciar, uma vez que não há fome, a curiosidade vã. A face refletida revela mais que alguém pode esperar sobre si mesmo, e ao mesmo tempo, não revela nada, uma vez que só diz aquilo que o acaso permite. É engraçado como um viajante pecebe ali que o acaso é uam realidade, e tudo o que é imaginado, se transforma numa realidade. Mesmo com coisas reais, como animais, ele pode scutar seu som, jamais no mundo de fora, mas dentro de sua própria mente e saber que mesmo tal coisa não sendo real, ela existe, e dela não consegue se livrar, uma que não outra coisa para se pensar. Em Tila, há a disciplina da mente, do espírito e antes de tudo, da paciência. E a paciência sobrevive ao silencio absolutos dos dias de uma hora só.