As Oito Crenças, Uma continuação do post anterior |
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Feb 16 2003, 11:33 PM
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:: fearing the pain :: Grupo: Members Posts: 616 Registrado: 8/06/2002 Membro N°: 555 |
“A fé é livre” disse certa vez um pensador entre os homens. E realmente ela é. Muitos dos que se aventuraram a viver, descobriram que o quanto mais lutassem contra si próprios, não poderiam deixar de Ter fé. A fé em algo, é algo primordial, para a vida. Mas para o povo de Destinya, para aqueles que não simplesmente decidiram negar tudo, a fé foi dividida em oito partes. Uma para cada desejo do ser vivente.
Podemos definir uma pessoa pela sua crença. A sua crença determina seus atos, sua vida, seus pensamentos, tudo. Define o que ela é. Os mais observadores dos destinianos sabiam disso, e muito do que venho a apresentar é um relato de uma das mentes mais brilhantes que já houve, o político Lutz de Esper, conhecido por entre outras coisas, a paz entre homens e orks. Mas isso faz cento e cinquenta anos, e mesmo que a fé das pessoas não tenham mudado com o tempo, nem as religiões, a política mudou bastante, o suficiente para novas guerras e estados de ânimo surgirem e desaparecerem. Pois bem, Lutz escreveu certa vez um relato de como ele via os grandes espíritos e como ele via as religiões da Ilha. Seu relato, a princípio, parece dissertar apenas sobre a crença do povo dos homens, mas um leitor atento será capaz de perceber como os elfos, anões, orcs e até mesmo drow tratam a religião. Não que a religião desses povos tenham pouca importância, mas simplesmente porque ela era mais homogênea. Mas Lutz explica o porquê, e descreve com o olhar de um homem da mente brilhante, todas as crenças dos humanos em Destynia. “À Kós, o Primeiro, eu peço que ilumine minha mente antes de escrever sobre os outros. Minha intenção, não é de apenas descrever as crenças alheias, mas simplesmente entender porque eles crêem em vós, em todos os Oito, e o porquê, os respeitamos e os seguimos. Não devo ser prolixo, e demorado, mas tal ensaio precisa de preparo, de uma introdução. Então, serei o mais breve possível. Que vós, o Primeiro, me auxilie, com a bênção do Sol. Parece que em Esper, existem todas as oito grande crenças. É comum vermos os habitantes em muitas discussões a respeito de qual verdade é superior a outra, pois todos sabemos que as oito são verdadeiras. Até mesmo a de Nyx. Mas parece que a principal crença dos homens e mulheres daqui é em ti, Senhor da Luz, e no Guardião, o Sexto Espírito Kal-El. Apesar de tudo, encontramos entre os guerreiros um grande respeito à Janus, mas creio eu que seja apenas uma desculpa para justificar a guerra e o assassínio. Um sortilégio! O Senhor do Sol sabes o quanto nós que seguimos sua lei condenamos a guerra. E acho que devo falar primeiro, sobre o magnífico Templo do Sol. O Templo do Sol não é somente um prédio, é toda uma crença. Como seguidores de Kós, acreditamos antes de tudo que uma mente iluminada e um pensamento claro pode trazer razão e luz a esse mundo nefasto. Temos a glória e a bênção de possuírmos junto à nós todos os sábios, pensadores, legisladores, políticos, juízes e homens de bem que desejam antes de tudo a paz. Temos noção de que uma mente iluminada pode fazer, e em virtude disso, sempre promovemos a caridade. Sempre que possível, é claro. Não é verdade do que dizem os outros, que somos arrogantes ou distantes. Estamos sempre presente, e somos seus líderes. Mas sabemos que os outros são infelizes dentro do caos promulgado por Nyx dentro de seus corações. Glória ao Sol, que não somos iguais ao tolos dos seguidores de Kal-El, que só vivem para o que dizem promulgar o bem, o progresso e a virtude. Nós trazemos o progresso, e só a razão pode trazer. Para isso contamos como nossos sacerdotes os homens de bem, os Juízes, que são antes de tudo, pensadores claros que só pretendem trazer o bem ao resto do que fora nossa civilização. Todos eles, claros, são respeitados e temidos, mas entendemos bem que é para a seguridade e a paz de todos. Apesar de sermos considerados apenas uma “minoria rica e elitizada”. Mas isso é apenas obra dos ateístas descrentes, que são decerto, a escória desta cidade. A segunda grande crença se dedica ao Segundo Grande Espírito, Ys. Os seguidores de Ys, são conhecidos como simplesmente como Seguidores de Ys, mas são reconhecidos como antes de tudo excelentes trabalhadores. Talvez seja porque o Segundo Espírito não tenha descansado jamais enquanto harmoniza e harmonizou sua parte no mundo. Talvez seja porque os Seguidores se Ys levem à ferro sua crença no trabalho sendo o único capaz de harmonizar o mundo. É sabido que os Seguidores de Ys não possuem uma igreja, santuário ou templo como nós acreditando somente no fato do trabalho é o melhor jeito de cumprir a vontade de Ys. Mas parece que gostam de se confraternizar vez ou outra para se auto-parabenizarem e se auto-gabarem de seus serviços e itens bem feitos. É curioso ver como os Seguidores de Ys são extremamente diligentes e apreciam muito o fato de ganhar dinheiro, mas também são calorosos e são sempre dispostos a ajudar os outros cidadões independente de sua crença. Também é curioso o fato de os seguidores de Ys vez ou outra ao explicar o porquê de seu trabalho, pensamento ou ação, citar metaforicamente um ou vários dos quatro elementos. Certa vez, enquanto um ferreiro deles me trabalhava o ferro para fazer uma bela adaga em honra a vós, Senhor do Sol, ele disse: “Moldamos o fruto da Terra pelo fogo. Assim é o trabalho. Moldamos a Vida, pelo fogo que arde em nossos espíritos e em nossas ações, não pela águas de nossos choros e lágrimas.” Tais palavras foram sábias e nunca mais me esquecerei delas. Desde então, passei a respeitar esses crentes no Segundo Espírito, assim como todos os dessa ilha. São engraçados os Seguidores do Terceiro Espírito. A dita Senhora da Natureza, da Fauna e da Flora possui entre os seus seguidores os mais estranhos de todas as pessoas. São pessoas reclusas, e muitas delas vivem longe da cidade, no meio rural e em sua maioria nas florestas. Delas, pouco posso falar. Parecem que são todas defensoras ferrenha de qualquer agressor de qualquer bicho, animal, fera, árvore ou planta, e muitas delas partem até mesmo para a agressão. É claro, que muitos deles utilizam da natureza para sobreviver, mas todos alegam que ao contrário dos demais, que julgam “destruidores”, só o fazem para isso, exclusiva sobrevivência. Os Gayans, como muitos passaram a se chamar, e com o tempo, nós também, são várias vezes vistos com animais em companhia ou mesmo animais de estimmação, e apesar de serem em geral reclusos, e levarem uma vida em solidão, eles se reúnem vez ou outra no que dizem ser um Santuário, onde segundo espiões e olhadores de minha confiança, não passa de uma clareira na floresta onde acendem uma fogueira e dançam ao redor dela, numa festividade onde no fim se silenciam e cada um passa a ficar em silêncio na busca máxima de sintonia e harmonia com a natureza. Após disso, muitos elegem um líder, um conselheiro máximo entre eles e o entitula druida, e este é bastante respeitados por nós. Os Gayans, dentre todas as crenças, são os mais próximos dos esquisitos elfos, e o Druida é um líder entre ambos crentes de ambos os povos. Mas raramente se há um druida, pois raramente, se há um Santuário. -------------------- - então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho? - vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis? |
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Feb 17 2003, 12:33 AM
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Return to Beginning Grupo: Members Posts: 1887 Registrado: 14/04/2002 De: Belo Horizonte - Minas Gerais Membro N°: 413 |
Muito bom Cyren! muito bom mesmo! O modo como você conseguiu escrever um texto explicando bem as religiões, porém sendo parcial para o lado em que o Lutz acreditava ficou interessante, porque deu a idéia de que o texto foi mesmo escrito por uma pessoa.
Eu pessoalmente gostei do aspecto de Asha meio oculta e tal, não sendo vista como uma deusa má, mas com uma certa desconfiança pairando sobre ela, um certo preconceito, principalmente no termo "lunáticos", foi mais ou menos o que percebi... A descrição de Nyx eu também achei ótima, essa aproximação com um corruptor. Eu gostei também da descrição do trabalho e da colocação dele meio associada ao Calvinismo... Achei bem interessante no geral todos os deuses, esses traços de intertextualidades com religiões que existem ou existiram eu achei que ficou bom... os gayans semelhantes aos celtas, e os outros que eu já falei ai em cima isso ai parabéns! Ahh, e só um último comentário, gostei do Aluve heheheh L'elamshin d'lil Ilythiiri zhah ulu har'luth jal -------------------- Whatever
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hayato Pow Cyrene, você se supera cara.
Um texto muito b... Feb 17 2003, 11:31 AM
Pileus Sem comentarios, D+...
Ficou muito bom, mas eu ax... Feb 17 2003, 01:05 PM
SoulEvil Como eu ja sabia...
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