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Cadê A Educação, Presidenta?, 9 meses e nada...
Roberto Carlos C...
post Oct 3 2011, 09:08 PM
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Nove meses de governo Dilma, de esperança em mudanças significativas que pudessem mudar alguns paradigmas da sociedade brasileira, principalmente no que tange à Educação - e nada. Muito ao contrário, os resultados do último ENEM apontam para uma espécie de caos vivido, principalmente, pela Escola Pública, em todos os níveis de ensino. No lugar de uma profícua relação ensino – aprendizagem que ajude a juventude de milhões de brasileiros a construir um futuro produtivo, mais digno e mais feliz, vemos ampliarem-se os espaços conflituosos da intolerância - através do bullying -, da insegurança - pelo terror nas escolas patrocinado pelo crime organizado e pela ignomínia dos governantes de plantão, parecendo fazerem de conta que está tudo bem, que nada de mais acontece com essa vital instituição que é a Educação. Precisávamos, desde décadas atrás, principalmente com a chegada de um intelectual ao poder(FHC), de uma postura de estadista que determinasse novos rumos para a Educação no Brasil - no mínimo. A era Lula, travestida de uma popularidade(populismo para alguns) poucas vezes vista, nada fez que provocasse a esperada guinada em busca de melhores dias nessa área tão estratégica da nossa sociedade. Com Dilma, infelizmente, parece que o mal se repetirá. Tudo isso envergonha importante parcela do nosso povo, pois pagam caro pelos impostos cobrados e não encontram o benefício prometido nem pra si e nem pra ninguém. Talvez fosse o caso de pensar em sacrificar essa área(Educação) em benefício de outras, onde pudéssemos encontrar um Sistema de Saúde eficiente, adequadas condições de saneamento para todos os brasileiros, baixos níveis de violência urbana ou infra-estrutura que suportasse pelo menos alguns rompantes de crescimento como os desse momento da economia brasileira. Mas não. Permanecemos reféns de um mal crônico, enraizado na nossa cultura e sob os auspícios de uns poucos desejosos da manutenção do aparente caos: somos reféns de nós mesmos, da mesmice, da tolerância, da conivência com a mediocridade. E, ao que parece, nem mesmo se um de nós chegar à presidência do País, poderá implementar ou mesmo idealizar um novo paradigma, no caso, para a Educação – o 'sistema' não permite. Nove meses e nada... Foi-se o tempo em que deixávamos nossos filhos guardados na escola, enquanto aprendiam o mínimo necessário a se tornarem cidadãos, quando adultos. Hoje, temos tecnologia de ponta convivendo com sequestro, violência sexual e morte dentro de nossas escolas versus pacotes de dinheiro guardados em cuecas, bolsas e meias, para deleite do poder judiciário. Verdadeiro teatro do mal, com a plateia lotada mas..., nove meses e nada...

Este post foi editado por Roberto Carlos Costa: Oct 3 2011, 09:09 PM


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Roberto Carlos Costa
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Pinatubo
post Oct 12 2011, 01:59 PM
Post #2


Gott nytt år !!!


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Investir em educação não foi, não é, e parece que nunca será prioridade dos governos demagogos, nos quais se inclui o atual de nosso país. Investimentos maciços na construção de escolas, no aumento do número e aprimoramento profissional e salarial dos professores e educadores em geral, não geram retorno de votos e portanto não garantem a continuidade daqueles que estão no poder.

O mesmo ocorre com a falta de investimentos nas áreas tão carentes e dilapidadas como as da Saúde e Segurança Pública. Excluindo o interesse popular criado pelo sensasionalismo das notícias corriqueiras e constantes de absurdos de descaso no atendimento sanitário ao indivíduo e na proteção da integridade física e patrimonial do cidadão comum, fatos muito bem explorados pela mídia, que podem no máximo causar algum desconforto passageiro à grande maioria dos brasileiros, mas que são logo esquecidos e superados por notícias mais interessantes, tais como os mexericos e trivialidades da vida pessoal das celebridades artísticas e esportivas.

O que o povo gosta e não quer que lhe falte mesmo, é a distribuição generosa e indiscriminada das inúmeras e crescentes bolsas "qualquer coisa", doadas a título de auxílio a uma grande maioria de habitantes onde se incluem incontáveis pessoas que em muitos casos não precisam e que nada produzem em proveito da sociedade e do bem comum, nem que lhes privem do orgulho de morarem em um país que sediará uma copa do mundo, quando poderão demonstrar seu pseudo patriotismo ao verem e torcerem ao vivo pela sua seleção futebol, recheada de ídolos e heróis mercenários, que fingem que só estão preocupados com a vitória duvidosa, mas que jamais pensam no polpudo retorno financeiro que certamente terão. Ah...Para isso, não faltam verbas para a construção de estádios e de obras de infrestrutura diretamente ligadas ao evento, que são gastas sem nenhum controle, para a felicidade de empresários inescrupulosos e de intermediários corruptos que ocupam cargos nas diversas esferas da administração pública do país.

Essa simples combinação de pão e circo, aí sim dá retorno maciço de votos e garante a continuidade da elite demagógica atualmente no poder e de seu enorme séquito de apadrinhados bem remunerados, tanto através de seus polpudos salários, como através dos vergonhosos e impunes conluios e conchavos.

A fórmula não é nova. É um plágio da metáfora Panem et Circenses que remonta a época do império romano, quando políticos dos Césares criaram a base da estratégia atual para obter os votos dos pobres, fornecendo à população, alimentos e entretenimento gratuito, e que se mostrou como a maneira mais eficaz de ascensão e manutenção no poder, obtendo a aprovação pública, não através de exemplos dignos ou da qualidade dos serviços básicos prestados pelo Estado, mas através da simples satisfação dos anseios mais imediatos do povo.


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Roberto Carlos C...
post Nov 25 2011, 02:04 PM
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QUOTE(Pinatubo @ Oct 12 2011, 02:59 PM) *
Investir em educação não foi, não é, e parece que nunca será prioridade dos governos demagogos, nos quais se inclui o atual de nosso país. Investimentos maciços na construção de escolas, no aumento do número e aprimoramento profissional e salarial dos professores e educadores em geral, não geram retorno de votos e portanto não garantem a continuidade daqueles que estão no poder.

O mesmo ocorre com a falta de investimentos nas áreas tão carentes e dilapidadas como as da Saúde e Segurança Pública. Excluindo o interesse popular criado pelo sensasionalismo das notícias corriqueiras e constantes de absurdos de descaso no atendimento sanitário ao indivíduo e na proteção da integridade física e patrimonial do cidadão comum, fatos muito bem explorados pela mídia, que podem no máximo causar algum desconforto passageiro à grande maioria dos brasileiros, mas que são logo esquecidos e superados por notícias mais interessantes, tais como os mexericos e trivialidades da vida pessoal das celebridades artísticas e esportivas.

O que o povo gosta e não quer que lhe falte mesmo, é a distribuição generosa e indiscriminada das inúmeras e crescentes bolsas "qualquer coisa", doadas a título de auxílio a uma grande maioria de habitantes onde se incluem incontáveis pessoas que em muitos casos não precisam e que nada produzem em proveito da sociedade e do bem comum, nem que lhes privem do orgulho de morarem em um país que sediará uma copa do mundo, quando poderão demonstrar seu pseudo patriotismo ao verem e torcerem ao vivo pela sua seleção futebol, recheada de ídolos e heróis mercenários, que fingem que só estão preocupados com a vitória duvidosa, mas que jamais pensam no polpudo retorno financeiro que certamente terão. Ah...Para isso, não faltam verbas para a construção de estádios e de obras de infrestrutura diretamente ligadas ao evento, que são gastas sem nenhum controle, para a felicidade de empresários inescrupulosos e de intermediários corruptos que ocupam cargos nas diversas esferas da administração pública do país.

Essa simples combinação de pão e circo, aí sim dá retorno maciço de votos e garante a continuidade da elite demagógica atualmente no poder e de seu enorme séquito de apadrinhados bem remunerados, tanto através de seus polpudos salários, como através dos vergonhosos e impunes conluios e conchavos.

A fórmula não é nova. É um plágio da metáfora Panem et Circenses que remonta a época do império romano, quando políticos dos Césares criaram a base da estratégia atual para obter os votos dos pobres, fornecendo à população, alimentos e entretenimento gratuito, e que se mostrou como a maneira mais eficaz de ascensão e manutenção no poder, obtendo a aprovação pública, não através de exemplos dignos ou da qualidade dos serviços básicos prestados pelo Estado, mas através da simples satisfação dos anseios mais imediatos do povo.


Correta abordagem, meu amigo. Que consigamos um dia quebrar esse paradigma...


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Roberto Carlos Costa
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