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EducaÇÃo Quebrar O Brasil?!, Ele disse isso...
Roberto Carlos C...
post Aug 10 2012, 09:46 AM
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mad19.gif Na página da Internet do Jornal do Brasil”, na edição desta quinta-feira(05.07.2012), temos a machete “MANTEGA AFIRMA QUE 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO QUEBRARIAM O PAÍS”... Acreditem, ele disse isso...Mas NÃO ACREDITEM NISSO!
Talvez até seja melhor ser dito assim a céu aberto – melhor que ficar camuflado nas entranhas das intenções sombrias daqueles que têm nas mãos as rédeas dos destinos da nação brasileira. Mas é que soa tão precariamente aos nossos ouvidos, retrata de tal forma essa ignomínia, dói tanto em alguns corações brasileiros essa afirmação, que não há como não carregar esse texto da comoção que até o inspira. É que sempre fica uma esperança no ar de que nossos dirigentes realmente sabem algo que ninguém mais conhece e, assim, cabe-lhes o direito de expressar o que bem entendem e, a nós, resta apenas acatarmos e nos resignar ante nossa pretensa ignorância.
Trata-se de o Brasil passar a destinar 10% do PIB para Educação, ao invés de 7% proposto pelo Governo, ante os pífios 5,1% que vem destinando. Nesse caso, o país “quebraria” – disse Mantega. Isso é uma afronta! O tema Investimento em Educação é um dos pilares do desenvolvimento de todas as nações ricas do mundo e, no Brasil, vem sendo proposto, exigido e reclamado pelo nosso povo há décadas. A falta de prioridade em Educação no Brasil envergonha nossa nação, além dos prejuízos e limitações das quais nossa sociedade padece, ao longo de muitos anos. O Brasil sempre teve condições de sobra de ter uma Educação dentro de padrões adequados. Faltou-nos, como parece ainda faltar, vergonha na cara dos nossos governantes de antes e os recentes. Perdemos pelo caminho enormes volumes de recursos gastos com projetos equivocados ou estranhos às nossas reais necessidades educacionais, ou ainda, que escorreram pelos dedos e ralos ora da corrupção / incompetência, ora da maldade política que esquece à míngua milhões de brasileiros miseráveis / pobres, em favor de uma minoria de elite que desconhece o significado do termo sociedade democrática, só acumulando riqueza em benefício próprio, de uns poucos.
Antes, o discurso referia-se a um país combalido por uma economia arquejante, sujeita a juros extorsivos, sem crédito perante o mundo, periférico, de segunda classe. Não tínhamos moeda, sistema financeiro, nem projetos confiáveis e muito menos recursos em caixa para financiar, se a quiséssemos, uma guinada espetacular em favor da Educação do nosso povo. Não tínhamos estabilidade política e nossa democracia era vacilante, suspeita. Havia dinheiro apenas para bancar a corrupção política endêmica que matou mais brasileiros do que muitas guerras conhecidas, todas juntas. Sim, porque muitos chegam a morrer por falta daquilo que sobra nas mãos de alguns espertos.
Mas e agora? Há mais de uma década o Brasil tem outra cara, outra Economia, outro lugar no mundo. Mostramos a força da nação brasileira, capaz de superar dificuldades internas e externas, de construir solidamente uma Economia de Mercado e resgatar da miséria e da pobreza milhões de pessoas, inserindo-as no mercado de consumo ede uma vida com dignidade. Então, agora ainda não podemos, não temos recursos? Isso é uma infâmia!
Mas, entendo: é que o Pré-sal deve estar muito bem loteado entre alguns poucos amigos do rei(rainha). Empresas como, Petrobrás e Vale do Rio Doce, para falar das estrelas empresariais, atreladas convenientemente ao sistema financeiro e político que ajuda a manter no chão a dignidade de milhões de brasileiros - a primeira, cobrando de cada um de nós, injustificadamente, preços de combustíveis escorchantes -, estão deficitárias, a ponto de desconhecer suas responsabilidades sociais, uma exigência legal diante dos volumes de recursos(do povo) do qual se locupletam? Vergonha!
Mas, entendo: numa época em que vemos Lula pajeando Malufes da vida, escândalos se sucedendo sem que o tempo dê conta do tamanho dos processos investigatórios; numa época em que temos uma classe política e um sistema eleitoral como esse nosso, não poderíamos esperar ter um Ministro da Economia e sua chefe Presidente da República, suficientemente lúcidos e bem intencionados em termos de Educação Brasileira. Isso aí: falta-lhes, como aos demais anteriores, BOA INTENÇÃO, ESPÍRITO PÚBLICO, SENSO DE HUMANISMO, ou seja, falta-lhes e aos seus próceres DECÊNCIA POLÍTICA.
Se, há 50 anos não tivéssemos tido que exilar Paulo Freire(1921-1997), entre tantos bons nomes, e ele pudesse ter feito o dever de casa da Educação Brasileira, certamente esses nossos técnicos e políticos de agora e alguns ministros e governantes não conseguissem nem mesmo pensar em dizer tamanha asneira, como disse Mantega, sem que contorcessem suas entranhas.
Digo-lhes, senhores governantes: TEM DINHEIRO SOBRANDO, PROJETOS, PESSOAL QUALIFICADO E O SOBERANO DESEJO DE UM POVO LIVRE EM MUDAR OS PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. Vocês podem até não conseguir enxergar tudo isso, diante de tamanha miopia política que lhes é peculiar, mas o tempo, inexoravelmente, tirará cada um dos senhores do caminho do povo.
Que fique muito bem registrado o achado histórico embutido em suas palavras, Sr. Ministro: A EDUCAÇÃO PODE QUEBRAR O BRASIL...
Ah, entendi: o senhor quis dizer que sem Educação o país poderia quebrar... Ah, não? Quis dizer aquilo outro? Meu Deus...
A gente chega lá...


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Roberto Carlos Costa
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