Prisioneiros De Acapulco, Ondinhas, Ondonas e Ondanescas |
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May 16 2004, 12:41 AM
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#1
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:: fearing the pain :: Grupo: Members Posts: 616 Registrado: 8/06/2002 Membro N°: 555 |
extraído de um relato inveridico, sem acento.
Navegamos por Marte durande cinco dias incontados de noites seguidas de noite, sem direito à um sol num céu negro. Estávamos cansados e nossos cantis não mais continham uma gota. Foi então que meu cachorrinho malhado, branco e preto, Pluck, falou para mim: "Jack Danniels, meu amigão, você está lascado!". Então eu entendi a coisa menos profundo, menos densa e menos filosófica do mundo: meu cachorro Pluck era um grande safado egoísta. Temi pelo meu futuro ali. Toda aquela coisa da Nasa de "vai lá, o vermelhão é um grande planeta, divertidíssimo" ou "vamos rapaz, leve seu cão, sua esposa, se tu tiver uma! Pdoe ser legal" ou mesmo ainda, para os mais corajososamente sábios "pode ser uma grande experiência da sua vida!". Balela. Tudo papo-furado. fomos, na estrada entre um Canyon com uma cara de caveira talhada no chão poeirento e um rio seco jhá fazia trinta milhões de anos e um dia por homenzinhos verdes com pistolas de plásticos falando espanhol. Eram todos uns mariaches maleditos, com direito à bigodes e sombreiros, e julguei aquela ser uma embaixada mexicana do méxico, talvez algum derivado do projeto da área 51, coisa do governo americano, por onde mandavam os mexicanos para tudo quanto é lugar. Quando nos enviavam de volta para o México, mandaram-nos ou lavar pratos em Ohio, ou para fazerem filmes-pornôs, mas nesse caso, mandaram para Marte. Se o grande sentido da vida se encontrava em andar durante cinco dias com um cachorro safado egoísta, este não continha um momento lindo sendo saqueados por bandoleiros chicanos. Bem-vindo à América, gritei enquanto caía de joelhos e estendia minhas mãos para o céu. Claro, estava uado feito um poroc, e ainda sim, sentia frio e tinha já jogado meu capaecete fora. Uma pena, pois daria um bom aquário na volta, quem sabe até um pinico. Como eu odiave pinicos, pensei, enquanto fechava meus olhos. Agradeci a deus, e jurei naquele segundo, vê-lo vestido como uma Drag Queen do fime Priscilla Rainha-do-Deserto e imaginei que estava ficando louco de vez. E com um péssimo gosto, de fato. Foi quando de tanto piscar, meus olhos ficaram secos e Pluck exclamou, rindo enquanto rolava no chão: "Seu burro, Jack! Tá agora todo ardendo na vista!" Nunca vi Pluck falar com tanta fluidez e cultura. Aquele cachorro safado era velho já, e se fosse gente, teria barba branca cerrada, bigodes e um cigarro no canto da boca. Mas como não era, era só um cachorro, deixei-o só com o cigarro mesmo. Lembrei-me do cavalo do Malboro, que morrera na propaganda de tanto o seu caubói fumar. Aquela foi a minha vingança secreta. Dei uma risadinha. Pluck não entendeu nada. Pronto, vinguei-me. Entre eu e deus, claro, ele de cuecas, a vingança ficava entre nós. Ora pois, era eu que tinha medo de Pluck. Mas deixamos meu cão baforento de lado e continuamos nessa viagem. Marte tinha uma sequência de vales estranha. A Nasa, e seu agente principal, Bill Pullman, ex-dono de uma grande fabricante de pão-de-forma, havia me dito que só um homem de coragem excepcional feito eu poderia ir para Marte. Não foi o fato de Bill e eu sermos grandes amigos, e de eu ter comido a mulher dele quando ninguém mais (nem mesmo ele) faria isso, mas foi o fato de eu ter entrado pela aquela porta naquele dia, que o tinha feito me julgar corajoso. Orgulhei-me enquanto dizia, feito um imbecil: "Yeah, Bill, you´re right, bichinho! Seu grand corno safado, eu ti love you, baby". Bill só não me deu um beijo porque não deixei. Não sei como os americanos fazem quando se empolgam lá no Norte, mas aqui nas terras do Sul, passo a faca e arranco as tripas. Mas estava em terras civilizadas, é verdade. Nunca mais comeria tatu no café, mandacaru no almoço, e rato-burguer com ketchup vencido na janta, uma vez na quinta, uma vez na sexta. Agora, poderia me entupir de batatas-fritas e refrigerante por toda a vida. Foi o que imaginei. Bill, vestindo-me o palito com o broche da Nasa, brilhando em azul envernizado, disse-me, e fez mais, mostrou-me, a área de treinamento. Duas semanas e meias de saladas, vitaminas, sucrilhos e abstinência feminina quase me mataram. Para matar meu total senso de banzo, ou tristeza nostálgica dos bons dias como dizia o velho babalorixá, chamaram um cão safado. O cão safado, cujo o nome não daria aqui, outra vez, pois acredito que isso me trará má sorte, era velho companheiro de missões secretas. Atuamos em serviços secretos para a Rainha da Suazilândia quando eu tinha apenas cinco anos e ele três. Ele me ensinou tudo naquela época. À fumar (o que abandonei depois de uma noite traumática e cheia de vodka e caipirinhas com uma baguela sorridente e de peitos murchos), me ensinou à jogar sueca trapaceando com uma carta nas mangas, mesmo eu estando sem camisas de mangas compridas, e me ensinou, antes de tudo, a como pedir para pigmeus africanos à lavarem minhas cuecas. De fato, isso nunca ocorreu, pois na primeira vez, horas depois, com um olho roxo, estava num caldeirão fervendo com cenouras em fatias e cebola. Pluck, que era peludo nessa época, sofreu muito, e perdeu ali todos os seus pelos. Acho que o escárnio de Pluck por mim vem de eu tê-lo chamado de "galinha depenada" por cinco dias seguidos. Fomos salvos por gorilas africanos e chimpazés. Devo muito aos macaquinhos da floresta. Mas o fato de eu pagar a dívida catando piolhos por uma semana de seus corpos peludos e fedorentos me fez abandonar aquela vida de agentes secretos, apesar de eu ter ficado estramente corajoso, extremamente desprovido de medo e vergonha, e claro, extramente bêbado e alcoolizado por anos, o que me deu vaga na Febem por algum tempo. Bill conhecia todas essas aventuras, e aquele porco safado sabia que eu sobrbeveria. "Ah, Marte, Jack! Marte não é nada! Você sobrevive, man, vai por mim." Odiei os tapinhas nas costas. Mas o gosto de salada e o risinho esnobento de Pluck quando me viu velho, adulto, e barbudo nunca mais sairia da minha mente. Camas e leitos, como eles me viram abraçados à eles. Me arrastaram pelos corredores da Nasa não acreditando que aquele cagão era na verdade o grande Jack Danniels, aquele que havia salvou um chimpanzé africano à serviço da Rainha de um grupo de pigmeus africanos do Zaire Sentrentional, à direita, depois da quinta esquina, virando a quinta àrvore, seguindo reto, até encontrar uma colina, e depois, descendo e dando cinco passos para a esquerda. Aí você estaciona, paga um flanelinha e.. espera! Eu não quero me vingar dos pigmeus. Vou descrever a nave. Bill, era um grande safado. Ele havia me dito que a nave era grande, com frigobar, cama-no-teto e duas coelhinhas da playboy para mim, e uma cadelinha para Pluck. Eu sempre achei duas mulheres coisas demais para um homem comum e uma mulher que valesse por duas era melhor que uma que valesse por uma apenas. Como a matemática me confundia, não soube se o fato de eu ver nenhuma mulher na minha cama, zerinho, e nem mesmo uma cadela resolvia a situação, se me animava. Porque se logo não havia nada, não sei como estava as idéias de Pluck. Graças a deus, ele dormiu quieto com elas, após ter arranhado um travesseiro e ter copulado com uma garrafa de pepsi. Sim, havia garrafas de pepsi, mas não havia espelho-no-teto, cama redonda e camisinhas grátis, mas apenas duas camas militares, um vaso sanitário, uma pia e uma edição pocktbolso da Pinguin, do livro Sun Tzu, a arte da guerra. Desesperei-me! Haveria guerra em marte, com homens verdinhos em suas naves, armas lasers e sexo com infinito prazer, sem pausa, e múltiplos orgasmos. Oh, estaria perdido ou estaria salvo? Aquele era o Valhalla, disse em voz alta enquanto dormia, e recibi uma patada de Pluck. "Quero dormir, mas que merda!" Disse-me ele. Ah, depois, veria a terra azulzinha, cheia de nuvens e a casa da minha ex-namorada pegando fogo lá embaixo, e agradeci a Deus por ter-me livrado dela. Aquela maluca nunca mais iria me ligar. Até aí, nada demais, o problema era que ela era nacorlépsica, então, nossas conversas pelo telefone se tornaram agoniantes demais. Que seja, bem-feito, mas a nave explodira e nós cairíamos no meio de Marte de paraquedas. O de Pluck furou e ele caiu em cima de mim com uma mochila de acampador e várias panelas e canecas. Dois dias de dor nas costas, e então, a recepção dos chicanos esverdeados. Agora, Pluck parecia ter farejado algo. Como confiar naquele velho sarnento? Simples, ele achara uma televisão Philips 24" ligado por gambiarra numa caixa no alto de um poste solitário no meio do nada, e um balde de galinha frita da KFC. Pronto, até aquela filial do capeta vendedora de frangos da america estava em Marte. A globalização era fanstástica, bem-vindo ao mundo vermelho, bem-vindos à Marte World Enterteniment, mas Pluck estava mais entretido com sua tevê à cabo. Sim, ele via Discovery Kids, e sobre a copulação de cães selvagens da Guatemala. Como o velho safado ria e baforava uma gimba de cigarro sentado num banquinho. Sim, eu estava perdido, e acabei comendo galinha frita. Terminaríamos o dia vendo comerciais e depois chiado de tevê. Pluck me daria um tapa e diria que sou um sujeito de azar. E agradeci à Deus pelo momento maravilhoso que estava me dando. Quando abri os olhos e vi a priscilla correndo de verde pelos desertos marcianos, aí parei de escrever. Aquilo era demais. Haja imaginação. Cyrenping e póin. -------------------- - então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho? - vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis? |
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May 19 2004, 12:48 AM
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![]() Xmas is coming! Grupo: god Posts: 5494 Registrado: 14/04/2002 De: Plano Terreno Membro N°: 405 |
Cyren para moderador do RP Forum, JÁ!!
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May 19 2004, 08:26 PM
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#3
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![]() Claudinho e Buchecha Grupo: Members Posts: 1599 Registrado: 28/07/2003 De: BH Membro N°: 2368 |
quando eu tiver saco pra ler esse texto te apoio...
-------------------- Sabe tchurururu estou louco pra te veeeeeeeeeeer,
oh yes cabe tchurururu entre nós dois um querer Sabe tchurururu estou louco pra te ver, oh yes cabe tchurururu entre nós dois um querer |
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May 22 2004, 12:57 PM
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#4
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:: fearing the pain :: Grupo: Members Posts: 616 Registrado: 8/06/2002 Membro N°: 555 |
não sabe o que está perdendo..
-------------------- - então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho? - vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis? |
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May 23 2004, 05:15 PM
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#5
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r o o t s Grupo: Members Posts: 1397 Registrado: 14/04/2002 De: . Membro N°: 442 |
não acho que esse fórum tenha muito o que moderar...
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| Versão Simples | Horário: 19th June 2013 - 03:14 PM |