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O Necromante, contos místicos
Cyren Gil-Luin
post May 4 2003, 03:04 AM
Post #1


:: fearing the pain ::


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"Podemos morrer pela espada" disse certa vez um velho bandido em sua morte. "Ou podemos morrer pelo fogo frio, mas traiçoeiro que a ponta de uma adaga." Assim ele terminou sua frase, enquanto olhava para mim, desesperançoso no chão, olhando minha imagem. Eu era para ele senão um algoz de seus crimes, um deus justiçeiro que veio por fim aos seus dias pecaminosos na terra. Um feiticeiro, um mágico, alguém que entrou em seu caminho. E eu o olhei sem piedade, sem compaixão, esperando que o Anjo da Morte, melhor, a Anja da Morte, uma Valquíria levasse sua alma insolente para os Salões Eternos dos Deuses, o Valhalla, onde até um tolo como aquele, poderia gozar da vida eterna e do vinho sagrado e de belas virgens. Eu esperei, e a valquíria levou seu espírito afora, para só eu sentar sobre seu corpo, cravar minha adaga em sua garganta enrurraga, suja e fedorenta e extrair do seu sengue escuro o líquido vital. Enquanto eu olhava o líquido prencher o receptáculo do que viria a ser mais tarde uma poção da vida, me perguntei onde eu me tornei aquilo, mas mais objetivamente, quando. Quando me tornei um feiticeiro frio de estradas, buscador do elixir da vida eterna, do conhecimento da vida e da morte, de ser o senhor absoluto do bm e do mal. Quando meus olhos se tornaram frios o suficiente, quando me olhei tão profundamente pela primeira vez que só olhei um mármore duro, frio, branco perdido numa imensidão gélida de uma nevasca eternamente branca e congelante. Quando? Quando eu abandonei a estrada da vida, e abraçei a estrada da morte. Quando eu, filho de um lenhador, acabei por me tornar esse homem frio andarilho de estradas. Eu lembrei, foi quando eu quebrei minha lança. Minha lança, eternamente fui conhecido como o Estrela Azul, o Senhor da Lança. Um passado tão distante quanto qualquer conto místico que habita essa terra, essa ilha cercada de brumas, feras, sonhos interrompidos pelo mistério.

Preenchi o pote. Levantei-o de modo que ficasse à frente de meus olhos, e agitei-o até que o líquido se tornasse o mínimo transparente para que eu pudesse olhar através dele. Havia o esboço da silhueta da montanha além de mim. Então, preparei o pó de ossos extraídos de um corpo pútrefo de um drow, e fechei com uma pequena rolha, e agitei até o líquído misturado ficar de um trasparente róseo o qual eu pudesse ver não só a montanha. Mas as árvores ao longe também. Árvores. Eu morei numa floresta, junto à meu pai, Jael, junto à meu irmão Lokkeyr, ao qual chamávamos de Locke. Locke e eu, nascidos na mesma data, separados por destinos diferentes. Sei que Locke virou um mercenário e morreu nas mãos de orks. Locke, hoje é troféu numa dessas salas pagãs dessas bestas. Como eu fiquei assim? Como posso eu tratar as memórias de meu irmão querido irmão de forma tão hedionda e desrespeitosa. O líquido melhorou. Ficou completa transparente. Eu sorriu. E o guardo. Então desço minha faca atá e couro cabeludo do bandido, abro-lhe a cabeça, separo o cabelo do interior e perfuro friamente o interior. Lá fora é frio, e sou apenas uma sombra negra esbranquecido por minha longa capa alva. Retiro seus miolos e limpo as luvas negras e manchadas de seu líquido imundo em sua roupa imunda. Guardo-os numa caixinha e olho para os lados, com sutileza. Olha com atenção. Não há som, nem vultos. Nem nada. A Floresta é algo silencioso. Talvez lobos. Mas eles andam em grupos e estão distantes. Eu saberia. Eu sempre sei. Arranco sua camisa à golpe de faca até seu pelo ficar exposto em pelos, e cravo-lhe a faca em seu flanco esquerdo, até atingir suas veias. Quando eu aprendi isso? Esses conhecimentos de anatomia me assustam. Eu aprendi na eterna busca de conhecimento. O conhecimento me trasnformou. Me deu o entendimento da magia, me fez abandonar o riso e a luta com a lança. Sim, tenho o coração dele em mãos. E parece quase pulsar ainda, como se o meu desejo pudesse ser tão verdadeiro. Mas ele está morto, frio não pela noite, mas pelo éter divino que há muito abandonou seu corpo. E guardo o coração em outra caixa. Um coração singelo, me serveria para muitos estudos. Levanto e olho a criatura, e piso em sua garganta e brinco vendo sua cabeça mexer para um lado e para o outro. Eu não rio, eu não sorrio. Não há porque. Hoje acho que se havia bondade em mim, ficou no passado. Quando eu era jovem, em minha mocidade. Hoje, sou só um homem nem sequer fisicamente maduro, mas vívido o suficiente para saber como é inútil a felicidade. Ela é uma ilusão. Só o conhecimento resta. Só o conhecimento pode vencer a ignorância e conhecer os segredos da vida e da morte. E transceder a morte é conhecer os segredos da vida.

Caminhei pela floresta segurando meu bastão. Era forte o suficiente para não precisar me apoiar, mas não seria velho o suficiente para não precisar me apoiar. Era um breu, e no escuro, movia-me silenciosamente como devia, como um elfo qualquer, como um assassino à espreita da vítima inocente. Era assim que me sentia, e nem gostava, nem desgostava. Esses sentimentos me eram inúteis. Como qualquer o outro. O que vale é o senso de dever, nada mais. Logo chegaria à minha casa, escondida de tudo, de todos, onde é mais seguro. Não me importo com as pessoas. Os Homens combatem agora ferozmente os Drow em suas cavernas, como se medo algum aflingisse seus corações e este fosse de pedra, mesmo no escuro quase absoluto. Sua tenacidade não me assusta. Ela provém do sangue que não é derramado, mas basta o sangue ser derramado para então e sentirão medo e fúria. Antes fúria e logo após medo. E morrer então não bastam, pos voltam. Não temem a mortalidade como todos os outros. Não sabem o quão preciosa é a vida. O quão valoroso é aquele que deseja distância dos Salões. Os Salões, logo eu terei acesso à eles, e serei controlador das chaves que carregam as valquírias, que arrancam as almas dos corpos. Logo, mas antes, é preciso entender os drow, que em sua falta de todos os recursos, recorreram à sua odiada superfície em busca de antes de tudo, comida, armas. Fizeram logo inimizades com as raças que não deveriam, e anões visitaram suas cavernas em busca de vingança, e os tão imortais e distantes elfos, seus inimigos para todo o sempre, os perseguiram, e os temeram. Fizeram homens de escravos e os levaram para as minas. Eu lembro de um, que se entitulava Pesadelo e costuma torturar junto á seu lacaio, suas vítimas com requinte de crueldade perpéua e infinita. Lembro de muitos fatos curiosos, e maldades sem fim cometidadas na Caverna, mas lembro que essa disputa não teve fim, e da janela de minha casa, do alto da mais íngrime colina, avistei orks assaltarem e tomarem a Vila dos Homens, e homens e mulheres recuperá-la à força e à custo de muitas almas. Como queria estar lá e ver, e ver, e ter, suas almas para mim, e seus corpos, para meu estudo. Aqui do alto, tudo é solitário, e quieto. Como deve ser. Como sempre foi, mesmo antes do passado, eles não mais lembram meu nome, envolto em brumas do desconhecido, pois me tornei mais do que um nome poderia ser, me tornei um feiticeiro à ser evitado, uma lenda, um dos muitos Contos Místicos. Hoje, daqui de cima, vejo jovens talentosos, tão talentosos como eu fui, promovendo sua justiça sem lei, sendo reconhecidos como respeitosos líderes, ou como soldados valentes. Tolos. Não são ainda dignos de nada. Morreriam em minhas mãos se eu o desejasse, mas ainda, misturo o líquido rubro de seus conterrâneos e busco a Chave da Vida e da Morte. Não sou mais Cyren Lahore, ou apenas Lahore, fiquei conhecido apenas como O Necromante, e depois como mais nada.


cyrenwords.


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- então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho?

- vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis?

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Respostas (1 - 6)
Adamo
post May 8 2003, 08:17 AM
Post #2


Arquitetura.


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Continua? hein2k3.gif
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Cyren Gil-Luin
post May 13 2003, 09:15 PM
Post #3


:: fearing the pain ::


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acho que não.


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- então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho?

- vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis?

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Ghurrar Darkbloo...
post May 4 2004, 10:27 AM
Post #4


...One Shot One Kill...


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Ressussitando...

Mais TAH IRADOOOO D+

Nem continua ... e mas nada...

hauhauahuah tah muitoooo irada...

Ainda mais que tenho um Necro... no EverQuest

Ficou irado.


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.AMEN.
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Cyren Gil-Luin
post May 4 2004, 10:35 AM
Post #5


:: fearing the pain ::


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hehe.. tis' oooooooooooold.


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- então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho?

- vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis?

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Ghurrar Darkbloo...
post May 4 2004, 11:12 AM
Post #6


...One Shot One Kill...


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Mais soh li agora hehehehe

Ficou muitooo irado... O necromante.

Paguei PAU.

Soh que meu Necro eh Gnome ( mulher )

Muito r00x ela ( se chama "Julieta Capuleto" )

eu tenho tbm um monk - Iksar ( Iksar = HomemLagarto ) ele tbm r00x

PvP comanda hehehe

Mais esse história ficou loka d+


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Cyren Gil-Luin
post May 4 2004, 11:52 AM
Post #7


:: fearing the pain ::


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indico então Caminhos Solitários para melhor elucidação. : )


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- então é de vossa decisão entregar o cargo de Cyren à nossa antiquíssima tradição? Não desejas continuar com o trabalho?

- vós não entendeis? Não é o cansaço que cega a vontade.Tu me enviaste vossos sonhos, mensageiros, deuses, protetores e quem mais. Lutei em vossas guerras silenciosas e sobrevivi ao asceticismo. Agora, sou um novo homem, ainda com feridas abertas, mas jamais morto, e sábio o suficiente para saber que elas fecharão. Julguei que vocês haviam me derrotado. Até perdi a fé mas recuperei a vontade e executei vosso ordenado até o fim. Agora se paro, é por eles. Eles são a luz do mundo, e a luz do mundo é serena e constante. Não entendeis?

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