Estou falando de Supersize me - a dieta do palhaço, dirigido e estrelado por Morgan Spurlock, onde o mesmo passa um mês comendo apenas o que a Mc Donalds oferece em seus cardápios nada saudáveis.

No antigo endereço do meu blog, eu já tinha comentado rapidamente sobre o filme, mas só agora eu peguei o DVD para conferi-lo.
Dá para perceber a causa do sucesso do documentário: o diretor expõe de forma direta como o restaurante do palhaço conquista os seus consumidores desde os primeiros anos de idade, com seus parques temáticos e brindes com os bonecos da moda, além de fixar a sua marca através do seu mascote. Confira o trecho da produção que mostra esse poder:
Nesses casos, nós, publicitários, ficamos entre a cruz e a espada: como defender uma marca que investe bilhões em propaganda, mas que direta ou indiretamente faz mal à saúde das pessoas?
Mesmo o filme fazendo barulho e forçando o Mc Donald´s a incluir saladas e produtos mais saudáveis no seu cardápio, o poder da marca é gigantesco e se recuperou rapidamente da “propaganda mais longa contra a empresa”. Milhões de pessoas continuam freqüentando o restaurante e comendo os seus deliciosos sanduíches recheados de gordura. Se fosse uma empresa menor, sem apelo popular, acho que o documentário a levaria à falência.
Como dizia a minha professora na faculdade: “tenham cuidado com o poder que vocês têm na mão. Publicitário é o pastor que conduz o rebanho para o caminho que ele quiser”. E, às vezes, trazemos o nosso rebanho para o lado negro da força.




















6 Comentários Received
July 14th, 2008 @9:49 am
Com certeza é assustador, mas pior ainda e a concorrência “mais popular” do big palhaço. Muita gente sem condições financeiras para frequantar uma loja da franquia acaba caindo nas garras de lancheirias populares, que se apossam das mesmas cores e visuais atrativos da marca famosa, mas com os famosos “gordurosos trangênicos”, aqui também conhecidos como “X-tudo” feitos à mão por R$4,00.
Muitos sequer desconhecem que dá pra fazer uma refeição mais saudável na “pensão da Dona Maria”, logo alí ao lado, pelo mesmo preço.
O segredo desses “podrões” também é a velha propaganda. Muitos colocam caixas de som na rua e berram aos 4 ventos suas promoções “Fast Food”. Como no caso do big palhaço, as crianças acabam sendo as primeiras vítimas.
July 15th, 2008 @12:56 am
Cara eu assisti esse filme assim que o lançaram em DVD, fiquei pensando como é que tem pessoas que sobrevivem somente comendo aquilo todos os dias e todos os horarios em que deveriam fazer uma refeição saudavel?
Não é atoa que o McAmericanos são a população mais obesa do planeta.
Engraçado é que nunca comi lá, mas vivo comento no “podrões” como disse o André logo acima, apesar de estar parando por casos não muito bons na familia de pressão alta e outras doenças que envolve a gordura e seus “afluentes”.
July 15th, 2008 @2:02 pm
Existe um filme chamado ‘Obrigado por Fumar’ que trata justamente da questão de defender uma marca que prejudica a saúde das pessoas,direta ou indiretamente também.Não preciso nem falar sobre o que se trata.
É interessante observar o filme e ver as estratégias que o personagem principal utiliza para defender a indústria do cigarro e como ele consegue novos ‘clientes’ para a sua indústria apesar de toda polêmica contra o tabagismo.
Vale a pena conferir.
July 17th, 2008 @4:47 pm
Primeiro que a cor das lanchonetes tem um porque, o vermelho e amarelo não é uma esclusividade da MC, pois segundo me venderam esse peixe, é uma cor que atrai o glutão, por isso praticamente todas as fast foods usam.
Segundo que publicitario (marketeiro e vendedor) não tem escrupulos, se for preciso eles vendem a mãe, é só ver todos os comerciais enganosos e pejorativos/apelativos que são feitos, hoje em dia não tem nada mais desagradavel na TV, radio e jornal do que os comerciaos/propagandas e merchandising.
July 19th, 2008 @11:22 am
Não sei se você sabe, mas na década de 1960, o bicho papão eram as empresas multinacionais; lógico que este rede de lanches ligeiros também é, e surgiu um slogan em vários países Shell to hell, indicando o descontentamento com uma das grandes empresas petrolíferas. O mesmo se deu com a Coca-Cola, que já foi conhecida como o “Veneno do Imperialismo”.
Acredito que no caso dos lanches ligeiros, talvez seja mesmo uma questão de educação alimentar e o que o filme mostrou não foi uma mentira (ou várias), mas várias verdades, tanto que nos EUA já se pensa em classificar este tipo de alimentação como algo próximo dos malefícios de alguns produtos como o cigarro. A saúde pública por lá anda assustada com a quantidade de pessoas que apresentam problemas advindos da má alimentação, justamente aquelas que comem estas coisas industrializadas.
July 23rd, 2008 @1:19 am
Esse filme é muito bom, bom enquanto material para estudo de comunicação, bom enquanto contraponto alimentar, entre outros aspectos. Assim também como o filme já citado Obrigado por fumar. Agora, segundo Roberto, nós enquanto profissionais de comunicação, não temos escrúpulos… será?????
Será que a culpa é de um segmento social tão pequeno, como a classe dos publicitários e afins, creio que não… já que tem que se achar um culpado…. Temos, derrepente, que ir muito mais longe do que nossos olhos, mas longe do que imaginamos, será que não é o sistema o X da questão?????
Gledson Machado
http://www.malhermes.blogspot.com
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