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AS LEIS, O DESRESPEITO E OS BRASILEIROS.

Topic: Ao Leitor, Sociedade|


Crédito  da Imagem: 4HD



No sangue de quase todo brasileiro corre um vírus letal e que se espalha de forma rápida e perniciosa; contaminando tudo a sua volta e transformando nossos cidadãos em figuras mal vistas onde quer que estejam: O desrespeito às leis.

Fruto de uma sociedade em que estranhamente o transgressor, o marginal e o “esperto” se tornam ídolos e de um sistema judiciário que premia o bandido ao invés do cidadão de bem, coisas que para nós não normais e corriqueiras chocam autoridades de outros países e rendem graves aborrecimentos a nossos cidadãos no exterior.

O episódio do piloto de fórmula Indy Hélio Castroneves; preso nos E.U.A. por sonegação fiscal e evasão de divisas é apenas mais um de uma grande lista de problemas do mesmo gênero que assolaram personalidades brasileiras e cidadãos comuns no exterior. Quem não se lembra do caso Zico; que precisou “fugir” da Itália para não ser preso até acertar sua situação com o fisco daquele país? Quem não sabe que o benefício de restituição de impostos para turistas, concedido pelos E.U.A., não está mais ao alcance dos brasileiros devido as inúmeras fraudes?

O brasileiro se acostumou a “dar um jeitinho”; a ter um governo que prorroga prazos e a ter uma “justiça” que não pune. Mas, quando se depara com culturas onde a transgressão é punida com severidade; chora e se acha injustiçado.

O mais terrível dessa situação, é que esse vírus maldito circula e infecta as empresas também. Empresas “sérias” como telefônicas, administradoras de bens, bancos, etc… e até o boteco do “Seu Zé”. O empresariado brasileiro está imerso (e gosta) da mesma liberdade de não seguir as leis, de não respeitar colaboradores e de empurrar com a barriga situações que sequer deveriam ter acontecido. Nesta sexta-feira (03/10) mais um exemplo clássico desse desrespeito atingiu um de nossos companheiros blogueiros: O Bernardo Bauer do Blog Bernabauer.com.

Ele, num trabalho sensacional e sem qualquer lucro pessoal, desenvolveu um sistema que facilitou a vida de muitos que utilizam a plataforma de monetização Hotwords. Sendo, inclusive, um fã e divulgador do programa de longa data.

Pois é; a empresa “desenvolveu” um sistema (plugin) próprio totalmente baseado no anteriormente criado pelo Bernardo e “esqueceu” de citá-lo como referência. Isso depois dele ter participado ativamente com a equipe de desenvolvimento da empresa e até ter elaborado traduções para que a mesma pudesse utilizar o sistema criado por ele em vários países.

Somente após ele manifestar sua indignação em seu próprio blog com o artigo “Hotwords Com Novidades” (no qual conta o acontecido) e um tremendo burburinho de indignação que ecoou pela blogosfera e outras redes sociais; a empresa entrou em contato pedindo desculpas; afirmando que foi “uma falha da equipe” e que lhe serão concedidos os devidos reconhecimentos pelo seu empenho e trabalho voluntário na divulgação da empresa.

Esse é o problema. O brasileiro vive apresentando desculpas e atirando sua culpa nos outros; na equipe, no Papa ou no político mais próximo. Contudo esquecem que valores éticos e morais devem ser a pauta principal de quaisquer personalidades. Sejam elas físicas ou jurídicas. Pedir desculpas e reconhecer o erro era o mínimo a ser feito. Mas, o realmente correto era que fatos como esses nem chegassem a acontecer.

Entender que antes de conseguirmos que os políticos e a nação mudem; devemos mudar a nós mesmos em nossa forma de agir e pensar cotidiana; será o ponto de partida para que sejamos um povo vitorioso; respeitado e próspero.

Pense nisso.



 

 


34 Responses to “AS LEIS, O DESRESPEITO E OS BRASILEIROS.”

  1. Rodrigo Piva Says:
    Parabéns pelo excelente artigo!
    Muitas coisas dependem única e exclusivamente de nós. Uma mudança de postura cairia bem e tornaria as outras mudanças (as que não dependem de nós) mais perto de serem conseguidas.
    Abração

    Rodrigo Pivas last blog post..Festival Mundial de Pintura Corporal

  2. Diego Moretto Says:
    Pois é cara, o “jeitinho brasileiro” é marca registrada do brasileiro no mundo. Alguns acham isso mara vilhoso, oq é assustador. Aliás, aquela nossa “discussão” da xenofobia, muito tem a ver com isso: os brasileiros tem uma imagem ruim lá fora, e aqui pensamos o contrário… lamentável.

    Abração!

    Diego Morettos last blog post..O letal vírus chamado “crise econômica norte-americana”.

  3. Carlos Leda Says:
    Quem disse que brasileiro não respeita as leis? Aqui temos uma lei que muitos brasileiros fazem questão de respeitar, que é a Lei de Gerson.

    Esperto é que é bom, honesto é coisa de fraco e bobo.

    Ainda bem que sou muito feliz por ser fraco e bobo.

    Carlos Ledas last blog post..Sistema eleitoral

  4. Eduardo Says:
    É mesmo, duas leis imperam neste país: a Lei de Gerson, que toma o lugar da Constituição da República sempre que possível, e outra lei popular, a “Lei de Murici, cada um cuida de si”, que é uma derivação da mesma ‘norma de Gerson’ com aplicação prática no dia a dia. O egoísmo impera, e o rabo do outro macaco é sempre mais comprido.

    Afim ao tema do artigo, veja-se o caso do Exmo. Juiz de Direito que colocou em liberdade um criminoso de alta periculosidade. Jogo a culpa na secretária que “copiou e colou” a sentença. Revelou, implicitamente, o que os estudantes de Direito aprendem quando se formam: grande parte dos juízes, e quase a totalidade dos desembargadores, não trabalham, apenas assinam o que as secretárias e estagiários fazem. Quem decide o direito a favor ou contra o cidadão é o estagiário, e muitas vezes o juiz, que ganha para isso, nem se dá ao trabalho de conferir se a justiça foi feita.

  5. Eduardo Says:
    Acho que meu comentário foi “engolido pelo sistema” hehe então repito.

    Além da Lei de Gerson, é muito aplicada outra lei, derivada dela: a ‘Lei de Murici, cada um cuida de si’. O egoísmo impera, e o rabo do outro macaco parece sempre mais comprido.

    Afim ao tema, veja-se o caso do juiz do Rio que colocou em liberdade um criminoso de alta preiculosidade, por erro na sentença. Ele joga a culpa na secretária, que “copiou e colou” errado. Revelou tacitamente, o que qualquer um que estude Direito sabe: a maioria dos juízes, e a quase totalidade dos desembargadores não trabalha. Quem faz as sentenças e acórdãos são as secretárias e estagiários. Trabalha comigo uma policial que concluiu a EMERJ agora, e eu mesmo já a ajudei a elaborar uns 5 acórdãos (sentença); decidimos a vida de pessoas sem sermos juízes. Quando muito, estes magistrados se dão ao trabalho de ler o trabalho do estagiário antes de assinar. Quando muito.

    Este caso é inusitado por outra razão ainda. Este criminoso que o juiz colocou em liberdade foi preso logo depois por outro crime, baleado, e fugiu do hospital onde estava detido por descuido do PM de plantão.

    Será que as consequências para este PM será no mesmo nível da do juiz?

  6. tifon Says:
    Corrupção é mesmo horrível……..

    um grande abraço para ti, não tenho tido inspiração nenhuma, mas pelo menos, acho que as pessoas estão a passar pelos meus blogs.

    xau ;)
    tifons last blog post.."um mistério indecifráfel…Quem matou a minha mãe?"

  7. miguel alcarpe Says:
    Importante verificar as fontes onde nascem esse espírito “brasileiro” da falta de ética, de levar vantagem etc.Vamos dar uma volta na Justiça do Trabalho e os srs verificarão também que além desses “cacoetes” bem brasileiros, enorme parcela do povo, também gosta de se apoderar do que não lhe pertence.Ou não????
  8. Mario Imori Says:
    Maravilha de artigo…Em resumo, a partir do momento em que nos responsabilizarmos pelas nossas escolhas (certas ou erradas), o País poderá gozar de algum tipo de civilidade…até então, vamos continuar pastando nos “nossos bosques” onde nem vida tem mais!
  9. Fmbaroni Says:
    Meu caro, concordo com seu artigo no que tange a individualização do cidadão, que em um mundo competitivo, concorre com tudo e todos em proveito próprio. Assim, chamado aqui de forma egocentrica e equivocada, como “jeitinho brasileiro”.

    O problema não é ser brasileiro, o problema é ser de um pais subdesenvovido, em que impera a probreza a 46% da população, que por ser tolhida de seus direitos não tem referencia (ou muitas vezes escolhe, já que não lhe garantem o que é de direito…) para seguir seus deveres.

    Bem como a outra parcela da populção, a meu ver oligárquica, uma vez que não é provida de senso crítico e recionalidade pra ser elite de nada. Está suprimida pelo sonho de um devir capitalista aos moldes europeus e estadunidenses, que nunca acontecerá, e julga seu próprio povo com olhos de estrangeiro.

    Nada faz pelo bem de seu povo, preferindo dar um jeitinho a investir/acreditar em um desenvovlvimento proprio, feito de acordo com a realidade nacional. Assim, todos dão o seu “jeitinho” uns por não terem opção, outros por não terem vergonha. O problema está na generalização.

    Intentando americanizar-se, ou europeizar-se, a “oligarquia” culpa seu próprio povo de má fé e caráter, excluindo-se, mas não percebe que o individualismo do jeitnho Gerson foi desenvolvido pelos pólos concentradores de riqueza, e seguem a individualidade de suas realidades.

    Ou o sistema judiciário americano hipócrita, e de certo rídiculo, que permite se processar qualquer um a torto e a direito é muito diferente do nosso “se dar bem”?

    E o protecionismo agrícola, de fronteiras e incentivo ao crescimento populacional (depois de se pregar sua diminuição, haja o que hopuver, no terceiro mundo) não seria um “jeitinho” dos europeus?

    Os “jeitinhos” são fruto da sociedade de consumo global, onde o eu impera sobre o nós e o cidadão vira cliente. A diferença é que nestes países há a aceitação de tais jeitinhos, e assim se protegem como nação.

    Aqui, a “oligarquia” que se exclui de sua nação, mas é excluida das nações que gostaria de pertencer, julga a miséria de seus compatriotas como sendo culpa estritamente dos mesmos, uma burrice endemica e estrutural.

    Na verdade a burrice é alimentada diariamente na cultura elitista de querer ver o mundo da pobreza em que se insere através dos olhos de um cidadão do mundo desenvolvido, exonerando-se de toda culpa e responsabilidade pelo sofrinmento de seu povo e tratando-o como uma sub-cultura; esse povinho brasileiro e seus “jeitinho” vê-se até pela expressão Gerson, carregada de um preconceito econômico implicito, uma vez que é tido como “nome de pobre”. Assim, pobre = quem tem o hábito dos jeitinhos.

    Lamento encontrar pessoas que ainda comprem o discurso do senso comum, quando mostra-se com total condição de procurar entender as realidades que permeiam a fábula do mundo que assitimos.

    Talvez seja este o grande problema do Brasil, uma elite mais ignorante do que os próprios ignorantes que insiste em alimentar para manter-se elite.

  10. Anderson Blum Says:
    Culpam em muito apenas a parcela do povo que faz parte da massa comum. Mas esquecem propositadamente esquecem de mencionar o papel dos meios de comunicação em tudo isso. Ninguém gosta de tocar no assunto da americanização que sofremos nos últimos 58 anos…
  11. Van_Widjk Says:
    Acho que aqui nesse país as leis só são criadas para posteriormente algum “esperto” ter o prazer de não cumprir. As pessoas acham melhor e mais interessante fazer o que é errado mesmo sabendo elas que futuramente vão correr algum tipo de risco. Sabe porque? Por que nada de tão grave pode acontecer a essa pessoa. A gravidade das penas vão até onde o dinheiro do acusado chega. A não ser que ele seja um pobre (esse sim, sempre tido como o marginal)
  12. Gleison Says:
    Parabéns pelo artigo. Antes que vire uma epidemia, devemos,todos, alertar. E como diz Luther King: ” O que me encomoda não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”
  13. Marco Justino Says:
    Buenas, exelente artigo, pena que certos políticos, certos juízes, certos empresários e boa parte da população ou não leem ou fazem de conta que não é com eles ou não tem vergonha mesmo, a palavra mágica para se extinguir essa prática maldita ( “jeitinho”) é a educação de melhor qualidade: desde o transporte do aluno para a escola, uma escola mais aparelhada, funcionários da escola bem treinados, bem pagos, bem escolhidos; como fizeram a Coréia do Sul, Japão,Holanda, Suiça, Austria e tanto outras nações desenvolvidas e CIVILIZADAS, contra a educação forte e bem baseada não existe mal(se lê: bandidagem, tráfico de drogas e armas, corrupção, ignorancia, maus politicos,fanatismo etc)que a vença, mas até lá vamos vivendo neste limbo, nesta idade média moderna e nesta maldita mentalidade de subdesenviolvidos e sub-humanos (no sentido literal).
  14. Alex Says:
    Belo post. A classe dos políticos, é necessário lembrar, sai do meio do povo, que o elege, que deve acompanhá-lo e que tem que se movimentar para suas reivindicações. Quando não faz isso, não adianta falar que “só tem ladrão” em conversas na fila da padaria ou do banco.
    Mas tenho que ressaltar o total complexo de Vira-lata que existe no brasileiro. Por exemplo, há duas leituras do “jeitinho”: a primeira a que você disse, de quem escapa das obrigações e leva vantagem imprópria para si; a outra se refere a uma conhecida criatividade e capacidade de inovação que o brasileiro tem. O Brasil e conhecido pelas duas no mundo. E vexames com relação ao fisco, aqui e fora não são privilégio de brasileiros. Cabe lembrar das falcatruas das grandes multinacionais americanos, das quais o caso da Enron é só mais um. Tanto quanto o mal-”jeitinho”, o viralatismo brasileiro é repugnante, e tambem reflete a postura apática da maioria da nossa sociedade com relação à política, por exemplo.
    Fora isso, é um belo post.
  15. Jorge Bouth Says:
    É relamente lamentável tudo isso, mas em um País onde o presidente rouba, mente e engana e nada acontece com ele, o que poderemos esperar? E o pior que os seus crimes são provados e comprovados, e ele continua solto, pensando que manda, que tem popularidade e continua fazendo uma besteira atrás da outra.
    Por conta disso tudo, esquecer de mencionar o nome de um colaborador, parece coisa de menos importância, de meninos “ingênuos” ´E uma pena!
  16. Monrichand Says:
    O Brasileiro não tem culpa.
    Como o nosso sistema econômico é mais “fraco” doque nos países sub desenvolvidos, os ganhos não são suficientes para uma vida digna. Não dá pra comparar, nossa história é diferente, é preciso muita criatividade para sobreviver. O brasileiro acaba sendo obrigado a tomar certas atitudes de fundamento duvidoso, que acabam virando rotina (o famoso “malandro”), e se vc escolhe ser correto para com o próximo, acaba sendo conhecido como “perdedor”, “mané”.. etc.
    É tipo um efeito cascata: “você não me paga, eu não recebo e não pago ele, ele não paga o outro e por aí vai…”
    Tudo começa pela cultura. Falando em cultura, já experimentou entrar numa livraria? o preço dos livros é igual ao preço praticado na europa (preço real) só que a diferênça é q lá o poder de compra é quase 3x maior.
    E o telefone?? parece uma piada, No exterior eles pagam muito menos, tem pacotes de U$22.00 por 1000 minutos, na europa paga-se 0,30 centavos o minuto no pré pago (mais barato que pós pago no brasil) e aqui um pré pago faz ligações a R$ 1,40 o minuto.
    Outro bom exemplo é os automóveis.
    Porque aqui pagamos R$30.000,00 or um golzinho pé de boi, enquanto que na itália paga-se R$12.000,00 num carro popular que ainda assim é melhor que o gol?
    tá tudo errado!
  17. Eleitor do Brasil Says:
    Nem tudo está perdido ao ler o texto acima. Parabéns para quem escreveu e que, provavelmente vive da mesma maneira que escreve: com integridade total.
  18. Dtrex Says:
    Sempre defendí este diálogo, SEMPRE!, mas muitos acham bobeira. Oque causa isso? Falta de educação, pois é ela que valoriza quem sabe, quem respeita, quem inova. Sempre devemos nos colocar no lugar do outro antes de agirmos em algo que possa gerar algum impasse. Isso resolve muitas coisas. Depois que vim morar no Rio de Janeiro, pude ver o quão permeado está este pensamento na sociedade. Depois de passar por um episódio no qual um senhor a minha frente deixou sua carteira cair. Ao ver a carteira no chão a peguei e fui atrás do senhor para devolver. Minha surpresa foi ao passar por uma mulher de meia idade com sua filha de aproximadamente 19 anos e ouvir o seguinte: ” Deixe de ser mané!, não vai ver quanto dinheiro tem aí?” Eu fiquei pasmo!!!. Respondí prontamente, em passo acelerado para o senhor: Não é meu este dinheiro! e a alegria que senti ao ver o senhor recuperar sua carteira, não teve preço, pois eu também ficaria extremamente agradecido se me devolvessem algo que perdí! Ele me ofereceu uns trocados, extremamente agradecido e eu recusei, pois isso é algo que não se cobra para ajudar alguém, pois um dia poderemos necessitar desta ajuda. Então algo pude perceber e depois de 5 anos morando no Rio, que todo mundo que se dar melhor às custas dos outros. E se tem um lugar onde surgiu o “jeitinho brasileiro” O Rio é um forte candidado. Mas isso só se resolve com educação e cidadania, coisas que as pessoas se esqueceram, infelizmente!
    Está em um nível que vai desde o pedreiro até o Juiz, e vai se alastrando, permeando, pois o máximo que o cara pode ter que fazer é pedir desculpas, como no ocorrido acima e pelo outro lado, “se dar bem”. Este é o retrato que o Brasil tem e que muitos acham orgulho de passar. QUE VERGONHA!!!
  19. sergio Says:
    Não se esquecam de que o próprio governo não cumpre leis e nem a C.F, e quando precisam as alteram para seu benefício.
    Quanto à sonegação, temos que admitir que os governos têm espoliado as pessoas.
    Na verdade muitos crimes são formas de auto-defesa
  20. Waldonier M. Leal Says:
    Interessante que ontem estava pensando neesse assunto. Moramos em um País em que as leis são como vacinas, “pegam” ou “não pegam”. E não adianta alguem vir cuilpar só o Governo ou as classes mais favorecidas. Isso é conversa de sociologo de esquerda. A culpa é de todos nós. Somos nós que compramos cd’s piratas, porque é mais barato, e ainda temos peninha do camelô (ahhh….coitadinho, ele tá trabalhando) mas esquecemos que estamos financiando uma quadrilha de contrabando. Ninguem tem coragem perguntar o que aconteceu com o mensalão (e outros escandalos) porque partimos do principio de que “isso não vai dar em nada”, mas não temos coragem de ir para as ruas e exigir que “isso seja levado até o fim”. Reclamamos dos politicos, mas votamos sempre nos mesmos. E sabe porque? Por preguiça! É mais facil ficar criticando no balcão do botequim e depois ir pra casa e ver novela.
  21. Nelinho Says:
    Moro há sete anos no exterior, no começo queria voltar, hoje já não quero mais. Consegui em sete anos ter um conforto (classe média onde estou) que não consegui em toda a minha vida (já tenho seus aninhos). Pago o preço da saudade da família, dos amigos e do lado bom do meu país, mas quando vejo o que meus irmãos tem que penar aí, perco totalmente a vontade de voltar. Eu era um cidadão que respeitava o país e deixava as ruas limpas, ou seja, Brasil - maior desperdiçador de capital humano. Parabéns pelo artigo. Abraços à todos!
  22. sergio Says:
    Pois é, nos brasileiros somos os manés, porque temos o jeitinho brasileiro. Já os estrangeiros, os malandros, são os espertos porque tem o jeitão estrangeiro.
    Moral da história: quem trapaceia pequenos pega fama de grande ladrão.
    Ô mané, pare de falar dos brasileiros e vá enfrentar os jeitões das operadores de telefonia, dos banqueiros, das empresas americanas, européias, chinesas e japonesas que estão por aí. Comente sobre eles e seus respectivos jeitos.
    E os jeitinhos do Equador, Bolívia e Venezuela em cima de nos, heim? ACORDA CARA
  23. Lorena Says:
    Adorei !!! Talvez se não existissem tantos “espertos” as pessoas honestas não teriam que arcar com tantas consequencias negativas. O grande X está em ” Se eu estou bem/ vou me dar bem, dane-se o outro …” . Sociedade hipócrita, infelizmente temos que ouvir, e aturar, as gracinhas de outros países quando se referem a nós … Quem sabe um dia essa situação mude e, daí então, ser honesto será sinônimo de ser esperto.
    Bjs
  24. Jeferson Fernandes Rodrigues Says:
    Ser brasileiro é sinônimo de “picareta”. Assim poderíamos começar a esplanar nossas idéias. Entretanto, a “picaretagem”, que se tornou um grandes instrumento de trabalho entre nossos políticos e empresários, hoje se vê perdida em meio a tanta pilantragem. É a mais pura verdade. Os picaretas de outrora perderam lugar para os pilantras que infestam nosso país, que por incrível que pareça, continua a navegar na idéia de que aqui é o paraíso, afinal de contas não temos terremotos, vulcões, etc. Mas, a culpa é de quem? Sérgio Buarque de Hollanda em sua obra “Raízes do Brasil”, faz uma análise genealogia de nossos ancestrais e chega a uma clonclusão de que somos o que somos porque fomos colonizados (?) por portugueses - que gostavam de guerras, festas, farras -, por africanos - que eram adeptos às guerras, farras, festas - e pelos índios - que gostavam de farras, festas, guerras, etc. Ou seja, somos tudo aquilo que não esteja muito ligados à legalidade.
    Mas será que o historiador tinha razão? O fato por si só explica toda nossa problemática conjuntura comportamental? Se levarmos em conta Severino Cavalcanti, José Dirceu, Delúbio Soares, ACM, Maluf, Moreira Franco, César Maia, Lula, FHC, Collor, e tantas outras doenças que contaminam e contaminaram nosso país, veremos que há muito base naquilo que está em nossas Raízes do Brasil.
    Ser empresário ou político, ou mesmo povo é querer sempre levar vantagem - lembremos da Lei do Gérson, que apesar de fumar Vila Rica, que dá câncer, gostava de levar “vantagem em tudo” -, mesmo que isso custe prejuízo para um ou para muitos. Lembremos vendendor de carro que ao tentar negociar um veículo sempre chega com a idéia de que o carro é um “filé”, mesmo que seja de acém e acaba por empurrar goela abaixo do pobre do comprador uma bomba. E assim o Brasil vai caminhando, com exemplos mil de pilantragens onde os exemplos estão em todos os setores de nossa sociedade, desde o empresário que falsifica remédio até o pobre que vê na bala perdida a oportunidade de pedir “justiça”, mesmo que essa justiça seja qualquer R$1.500,00 de indenização.
  25. James Carlos Says:
    O que acontece no Brasil não é uma coisa recente, de pouco tempo atrás, mas sim uma “tradição” herdada dos nossos colonizadores. É triste admitir, mas a corrupção nesse país já faz parte da nossa cultura, pois aprendemos desde pequenos a sermos espertos e tentar driblar as leis. É por isso que vivemos num país desigual, onde os nosso governantes só pensar em tirar vantagens pessoais pra si e pra suas famílias, e esquecem do bem estar da coletividade. Acho que essa cultura da esperteza ainda vai levar um bom tempo pra mudar, mas tenho esperança de que um dia seremos um povo mais honesto! Façamos cada um nossa parte sem olhar para o que os outros fazem de errado! Abraço!
  26. MÁRIO SÉRGIO ARAÚJO DOS PASSOS Says:
    O BRASIL É O CARIBE!! É UM PAÍS BONITO, E DESDE 1500 OS PORTUGUESES COMEÇARAM A SAQUEAR AS TERRAS INDÍGENAS(JACK SPARROW VIVE NO BRASIL E COM A GANGUE DELE QUE SOMOS NÓS MESMOS!!!).
    COMO DIZ O DITADO:”PAU QUE NASCE TORTO MORRE TORTO” POIS NÃO EXISTE JEITO PARA “SIN BRAZIL CITY(COUNTRY)”, O PAÍS DO PECADO!!! HOJE VEMOS UM PAÍS COM UMA ECONOMIA FORTE, MAS,PORÉM, ENTRETANTO, TODAVIA: COM O POVO NA PRÓPRIA MISÉRIA, E O GOVERNO AINDA DIZ:” QUE O MELHOR DO PAÍS É O PRÓPRIO POVO BRASILEIRO”. OU SERÁ O BOLSO BRASILEIRO ONERADO DE JUROS,TAXAS E IMPOSTOS: O QUE NOS TORNA DEPENDENTE DO CRÉDITO E DO AGIOTA!! E NÃO LIVRES COMO DEVERÍAMOS SER NUMA DEMOCRACIA “LEGAL”!!!
    ENQUANTO VIVEMOS SOB A DITADURA DOS GRANDÕES E MUITOS DE NÓS SOMOS OBRIGADOS NUMA ‘DEMOCRACIA, A SERVIR AO EXÉRCITO’ E ‘VOTAR’ POR OBRIGAÇÃO E NÃO POR EXPRESSAR VONTADE PRÓPRIA POR QUERER VOTAR OU NÃO QUERER. VEMOS UM GIGANTE CHAMADO: REPÚBLICA DO CHILE, CRESCER AO NOSSO LADO, COM UM PIB DO TAMANHO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, INDO RUMO AO PRIMEIRO MUNDO, NUM CURTO TEMPO DE 11 ANOS!! OU SEJA, EM 2020, O CHILE SERÁ O PRIMEIRO MUNDO POIS INVESTIU NUM PROGRAMA CONTRA A POBREZA. ELES PENSARAM EM SEU POVO CONCOMITANTEMENTE COM SUA ECONOMIA(MAIOR EXPORTADOR DE VINHOS DAS AMÉRICAS)!!! A CLASSE ‘C’ NO CHILE EQUIVALE A CLASSE ‘A’ NO BRASIL. E QUALQUER CLASSE GANHA 4 VEZES MAIS QUE VC!!! MILAGRE ECONÔMICO? OU DETERMINAÇÃO PARA MUDAR?!
    PECAMOS MUITO NESSES 508 ANOS!!
    O BRASIL É UM DOS PAÍSES MAIS VELHOS DAS AMÉRICAS E É ÚLTIMO EM QUASE TUDO!!! É POR ISSO QUE QUEM É ESPERTO DEMAIS SE ATRAPALHA!!
    UMA PERGUNTA: PQ A REGIÃO SUL É A MAIS LIMPINHA DO BRASIL?!

    R: OS IMIGRANTES QUE FORAM PARA LÁ NÃO ERAM PORTUGUESES EXPLORADORES OU PRODUTO DA EXPLORAÇÃO!! ERAM CIDADÃOS QUE VIERAM GERAR RIQUEZA EM UMA SOCIEDADE ESTRANGEIRA. E NÃO (ROUBAR) RIQUEZAS COMO OS PRIMEIRO HABITANTES PENSAVAM!!
    MAS MESMO ASSIM, O SUL ESTÁ SE CONTAMINANDO COM ELEMENTOS DE REGIÕES ALTAMENTE DESCENDENTE DO ‘LADO NEGRO DO PAÍS’(MAS NÃO É O DARTH SIDIOUS OU VADER),É PIOR E REAL!!! E TB NÃO É DISCRIMINAÇÃO…É FATO!! E FATO SÃO COISAS REAIS E NÃO PRÉ-CONCEITO!!!
    E AÍ, QUANDO VAMOS MUDAR E ABSTERMOS-NOS DE TODO O JEITINHO QUE SÓ NOS ATRASA COMO SERES HUMANOS!!

  27. jorge Says:
    Muito bem ! E uma pena que tudo isso que voce falou nao fara nenhum efeito porque esse virus ja contaminou de tal forma que o paciente esta em estado terminal, e nao aceita a ideia de estar doente.
    Abandonei o Brasil meses atras exatamente por esses motivos citados por voce, fui empresario bem sucedido no Brasil mas nao pude conviver com coisas que somos obrigados a fazer pra manter o negocio funcionando, tais como sonegar, propinar,ocultar fatos, etc. Nao conseguia olhar para minha filha e dizer que era honesto praticando o jeitinho brasileiro de sobrevivencia.
  28. Arthurius Maximus Says:
    Caro amigo Fmbaroni!

    Seu discurso talvez esteja atrasado uns 20 ou 30 anos na história.

    Infelizmente esse diálogo treinado de que sempre que são apontadas falhas
    elas o são por indivíduos oriundos das “oligarquias”, “preconceituosos” ou
    que “abominam os pobres” é algo já bem ultrapassado.

    O jeitinho brasileiro está presente em todas as classes. Seja no ricaço que
    acha que, porque tem dinheiro, pode dirigir bêbado pelas ruas e todos devem
    temê-lo; seja pelo mendigo esfarrapado que acha ter em seu poder os
    infelizes que lhe fornecem esmolas para aplacar a sua culpa.

    O mau jeitinho; a canalhice. a falta de vergonha na cara; nenhum desses
    “princípios” têm ligação alguma com as oligarquias ou com os “descamisados”.
    Tem sim ligação intrínseca com a falta de educação e de civilidade.

    Não é porque somos um país subdesenvolvido que devemos creditar a falta de
    educação a nossa pobreza e falta de recursos. Não é porque alguém nos aponta
    defeitos; que ele deve ser automaticamente tachado de “oligarca”, “maldito”
    ou de “proxeneta”. Resolver nossos problemas passa pela necessidade de
    reconhecê-los e aceitá-los. sejamos ricos ou pobres.

    Apenas isso.

  29. osvaldo Says:
    como diria aquele velho ditado carioca…
    O MUNDO É DOS EXPERTOS…
  30. Arthurius Maximus Says:
    Olá Anderson!

    A americanização nada tem a ver com isso.

    O jeitinho brasileiro vem desde os tempos do Brasil colônia. Ou você se
    esquece do “Santo-do-Pau-Oco”, dos escravos que eram “renascidos” para
    escaparem da lei do ventre-livre e continuarem escravos e tantas outras
    histórias pitorescas de nosso país ao longo do tempo.

    Esse jeitinho começou desde que a primeira caravela com degredados aportou
    por aqui.

    Arthurius Maximuss last blog post..VOTOS, CHANCES E A MUDANÇA DE UM HÁBITO.

  31. Arthurius Maximus Says:
    Olá Alex!

    A intenção do artigo é exatamente mostrar isso. Quais os motivos que levam
    ao “mau jeitinho”. Quais motivos nos impulsionam a “levar vantagem em tudo”.
    Temos a certeza da impunidade. Sabemos que nossa sociedade é tolerante e
    leniente com os praticantes das mais diversas formas de ilícitos (desde que
    tenham posses ou alguma relevância social).

    Por isso, no exterior, o brasileiro dá suas mancadas e se ofende quando é
    apanhado e punido. É necessário compreender que sociedades mais “avançadas”
    socialmente do que a nossa não toleram comportamentos abusivos de ninguém.
    Famoso ou anônimo.

    Não é “complexo de vira-latas”; é a realidade. Quem não se lembra de que
    Sofia Loren passou uma temporada em cana por sonegação fiscal na Itália? E
    que diversos outros astros, estrelas e figuras influentes em seus países
    passaram por apertos pelos mesmos problemas ou outros ilícitos?

    Longe de qualquer “complexo”; é só a constatação de uma realidade.

    Arthurius Maximuss last blog post..VOTOS, CHANCES E A MUDANÇA DE UM HÁBITO.

  32. Arthurius Maximus Says:
    Olá Eleitor do Brasil!

    Agradeço seu comentário e procuro fazer o possível para não sonegar impostos
    e não cometer ilícitos. É, você tem razão.

    Talvez sua indignação e sarcasmo tenha origem idêntica ao servidor que usa.

  33. Arthurius Maximus Says:
    Olá Waldonier!

    Exatamente. O brasileiro adora reclamar mas detesta se envolver.

    Fazia parte de uma comunidade no Orkut com mais de 5000 membros que
    reclamavam constantemente dos maus tratos recebidos durante a realização de
    perícias no INSS. Propus uma petição para solicitar ao ministério público
    federal que investigasse o fato.

    Calculava que dos mais de 5000; pelo menos 1000 iriam assinar. Sabe quantos
    toparam? Menos de 150. As reclamações continuam “rolando” por lá até hoje.
    Mas a ação que poderia resolver todas elas…

    Arthurius Maximuss last blog post..VOTOS, CHANCES E A MUDANÇA DE UM HÁBITO.

  34. Arthurius Maximus Says:
    Pois é Sergio!

    Infelizmente percebo que você não está acostumado a ler nada por aqui. Se
    estivesse, jamais diria um besteira dessas.

    Convido-o a explorar mais o blog e perceberá que está completamente
    equivocado.

    E mesmo que assim não o fosse. Justificar nossos erros pelos erros dos
    outros é apenas sinal de estupidez.

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