- Feeds completos
- Feeds dos comentários
- Feeds do fórum
- Receba o Meio Bit via e-mail
Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras
Que a produção de conteúdo na Internet Brasileira é pequena, não há dúvida. Sendo honesto, no mundo inteiro a relação entre consumidor / produtor é de menos de 1%. Mas imaginava-se que a produção de conteúdo fosse mais qualitativa. Agora uma pesquisa jogou por terra essa idéia.
Uma pesquisa do grupo E.LIFE determinou que 80% do conteúdo gerado por usuários no Brasil está dividido em:
Ou seja: quase metade de tudo que se cria de "novo e original" por aqui é criado no Orkut.
Informação útil é informação que é propagada. Qual a última vez que alguém viu um post em um blog comentando algo original criado no Orkut? Ou um texto na mídia tradicional, seja o UOL, seja o IDGNow!?
O máximo que encontro, quando encontro, são notícias como esta (valeu, Felipe) de uma comunidade do Orkut de nome "CHURRASCO DA TAM EM CONGONHAS".
ISSO é o tal conteúdo original? Antes que digam que isso é uma aberração, e que o bom conteúdo existe, por que motivo ele não é propagado? A boa informação é viral por natureza. Mesmo que o autor não queira, acaba se espalhando.
Visto que isso não acontece, devemos tirar o Orkut da equação, o que nos deixa com 50% do conteúdo inicial.
A idéia de alguns blogueiros, de que escrevem e ninguém lê, na verdade é errada. Uma visão realista é que ninguém escreve E ninguém lê. Isso, a longo prazo, é fatal para o Brasil, pois sem o hábito da leitura E da escrita, não se cria senso crítico. Sem senso crítico, você deixa de ser um Cidadão e vira só mais um cordeirinho, manipulado por todo mundo, do Presidente à sua sogra.
Fonte: Info
Mas exatamente isso que o nosso competente governo quer. Manter o povo mais "idiota" possível, garante muito tempo no poder e ainda por cima muito $$ no bolso.
Já se sabia disso também na antiga Roma.
Eu concordo que estamos criando muito conteúdo nos lugares errados. E um conteúdo quase descartável: todo mundo lê na primeira semana, mas depois ninguém encontra mais e o artigo se perde e fica guardado, esquecido dentro do backup do servidor.
Eu cheguei a gerar conteúdo dentro do orkut. Nós moderávamos uma ativa comunidade de economia, mas no fim acabamos desistindo. O motivo: para cada hora que passávamos escrevendo artigos, tirando dúvidas e fazendo pesquisa, eram três ou quatro horas moderando comentários, tirando propagandas e denunciando perfis falsos à administração.
Atualmente eu tenho um blog e assim que ele estiver com alguma qualidade vou abrir ao público.
Eu acho que NADA ainda bate o Yahoo! Grupos como ferramenta de criação de comunidades com seus recursos automáticos para moderação e privacidade (bastante simples se parar pra ver).
Opa, bota na roda para o povo ler kra, um bom blog sempre é bom de ler, mesmo que tenha poucas postagens, e não esquece do RSS pra mantermos um olho no padre e outro na missa.
Senso crítico?
Estou com o certificado de ensino médio do meu cunhado para registrar na SEDUC-CE, foi tirado nesses supletivos que não precisa estudar, você recebe o material em casa, vai lá e faz "a prova".
Essa semana ele perguntou a outra cunhada minha se "sinto muito" era com "c" e se era junto.
"Cinto muito" Cardoso, mas a irresponsabilidade já tomou conta desse país.
Bom..que a coisa ta feia isso é certeza, mais acho que o pessoal que "bloga" tem que continuar seu trabalho, a porcentagem é pequena, mas como a mídia anuncia cada vez mais essa forma de difusão de informação, com o tempo a coisa pode melhorar...é paga pra vê..
Olá Cardoso e coleguinhas de MeioBit!
Acho que você fez uma inferência que pode até ser verdadeira (pouco conteúdo 'de qualidade' é criado), mas, a pesquisa que você citou não embasa tal afirmativa.
Ela mostra, sim, que a grande maioria do que é produzido é 'informação descartável', mas, não fala em QUANTIDADE.
Pode ser que a pequena quantidade de 'conteúdo original' que é produzida em termos relativos seja uma grande quantidade em termos absolutos...
Concordam?
Esse texto faz lembrar o filósofo Levy...
"Por intermédio dos espaços virtuais que os exprimiriam, os coletivos humanos se jogariam a uma escritura abundante, a uma leitura inventiva deles mesmos e de seus mundos. Como certos manifestantes desse fim de século gritaram nas ruas “Nós somos o povo”, poderemos então pronunciar uma frase um pouco bizarra, mas que ressoará de todo seu sentido quando nossos corpos de saber habitarem o cyberspace: “Nós somos o texto.” E nós seremos um povo tanto mais livre quanto mais nós formos um texto vivo."
Pierre Lévy
E olha que o Pierre Levy é bem Pollyanna.
Pensei que o reclameaqui ia estar em primeiro..
NewsInside Blog- Homebrew, handheld e noticias da cena
Pobre Brasil.
brasil sempre foi um lixao e sempre vai ser um lixao.
Orkut?!? Saí dessa vida de redes sociais a milênios... Nem sei como anda o ORKUT...
Mas se as estatisticas dizem isso mesmo tenho medo... Fora o velho bom humor e sarcasmo brasileiro encontrado aqui e lá nas comunidades (ou somente mais exatamente, no NOME delas, por nas discussões internas normalmente só se encontra anormalidades...)vejo nada de conteúdo... É triste saber isso.
http://www.mundovoip.org/
Se eu não tivesse lido o autor deste texto eu não acreditaria... :-) Ficou parecendo discurso de militante de esquerda :-)
Mas, é por aí mesmo... um país onde a educação é negligenciada gera essa densidade de não leitores :-(
[]'s
Sérgio Lima
sergioflima.pro.br/blog/blogs
Eis a era da (des)informação. Aos excluídos a ignorância, aos privilegiados o excesso de informação que garante a alienação. Sem dúvida que a nossa educação fomenta isso e tende para o pior.
Falar em produção de conteúdo leva a pensar em duas coisas.
A primeira é sobre a arte, que reflete para a história o momento que vivemos. Cada um por si e todos atrás das verdinhas. Logo, o que se vê de produção musical, literária e etc, nos leva a entender que ninguém quer consumir informação e cultura, o negócio é o entretainment, a fuga do inconsciente coletivo pra continuar vivo nesse mundo louco que nos faz ser a cada dia mais sem noção. Pensar e questionar dá trabalho! Quem dirá consumir informação de qualidade.
Se tentarmos catalogar, por exemplo, as produções musicais a partir da década de 80, veremos como anda a nossa "qualidade". Logo, quem se compromete com essas coisas está fadado ao Underground ou alternativo e tome rótulos.
Ou seja, se o que vende é Bonde do Tigrão e Ivete Sangalo, não espero que o Wikipedia seja mais visitado que o site da Paris Hilton.
O outro lance que me passou na cabeça ao ler o texto, foi sobre a produção de conteúdo jornalístico. Este sim sinaliza a nossa total falência. Um exemplo clássico é aquela revista semanal que tem mais figurinhas do que texto no seu conteúdo e quando você começa a ler a matéria, além de estar recheada de adjetivos e opiniões próprias, ela acaba sem mais nem menos. E isso não é à toa, o editor entendeu que matérias extensas cansam e são ignoradas pelos leitores. O que o brasileiro gosta mesmo é de enlatado, alguém em quem ele possa confiar como fonte de informação.
Se já vínhamos validando tudo que a mídia viciada noticia como verdade sem senso crítico para avaliar os fatos e chegar a uma opinião própria sobre o assunto reportado, agora com a "grande rede" temos mais um problemão. Ou seja, um universo infinito de conteúdo, com interatividade e liberdade para publicação, onde vejo muita gente acreditando piamente nos blogs (narrativa em primeira pessoa que expressa a opinião pessoal de quem a publica), onde se o fulano botou no blog é verdade... Sem contar que na Internet a inibição é aniquilada pela possibilidade de assumir a personalidade que se desejar virtualmente. Outra noção errada sobre responsabilidade no mundo digital, onde os internautas não se julgam tão responsáveis pelo que publicam.
Voltando ao ponto inicial sobre os moldes da sociedade capitalista ocidental, relacionando com a educação de massa oferecida pelo Estado Brasileiro, temos os fóruns de discussão, blogs e Orkut que nos deixam pasmos com a própria ortografia e gramática empregadas nos textos. Nem vou comentar sobre o dialeto MSNnês, um verdadeiro crime contra o próprio idioma.
Soluções?! Educação, em casa e na escola! Mas um conselho primordial é que os pais acompanhem mais de perto o que os filhos andam acessando na Internet, já que para a minha geração, os pais não faziam idéia do que é a tal internet.